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Posts Tagged ‘pornochanchada’

Em tempos de computação gráfica, a ilustração artesanal do gaúcho José Luiz Benício já não tem o destaque merecido. Mas esse grande artista nascido em 1936, e ainda na ativa, tem seu dedo no imaginário popular do brasileiro que consumiu cultura pop nacional nos últimos 60 anos.

O traço de Benício esteve nos cartazes de mais de 300 filmes brasileiros, como Dona Flor e seus dois maridos, Independência ou morte e todos os dos Trapalhões. Nos pôsteres das pornochanchadas, ele criou formas femininas que acendiam a imaginação dos adolescentes sem idade para assistir aos filmes. A imagem de Vera Fischer que ele criou para o cartaz de A Superfêmea é muito mais famosa do que o filme divulgava.

Benício esbanjou seu talento nas pin-ups que desenhou para a Playboy e outras revistas masculinas, nas capas e editoriais que fez para Veja e tantas outras revistas, nas campanhas publicitárias de grandes marcas, nos selos que fez para os Correios e nas capas de mais de 1.500 livros de bolso, como os romances baratos dos espiões Brigitte Monfort e K. O. Durban, da série ZZ7, grande sucesso das bancas de jornal.

Há outros bons exemplos do trabalho de Benício no ótimo blog La Dolce Vita, de onde tirei algumas destas imagens

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Muito se tem falado sobre nudez no cinema brasileiro, por conta de um manifesto pronunciado e assinado pelo ator Pedro Cardoso. A discussão me parece um tanto deslocada. Houve um tempo em que o cinema nacional abusava da nudez, especialmente nos filmes de pronochanchada. Era tudo muito gratuito. Atores de estirpes diversas, como como Eva Wilma, Nuno Leal Maia, Antônio Fagundes, Vera Fischer, Tereza Rachel, Christiane Torloni, André de Biase, João Carlos Barroso e tantos outros eram vistos em filmes com nomes sugestivos: Gente que Transa, Nos Tempos da Vaselina, Cada um Dá o que Tem e Bem Dotado – O Homem de Itu etc. Mas hoje? Não acho que chegue a ser um problema.

 




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