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Posts Tagged ‘musicais’

Musicais de Bollywood

Por questões profissionais, a novela Caminho das Índias me fez conhecer os musicais de Bollywood, que são divertidíssimos. Pela música, pelas grandes coreografias coletivas, pelo exotismo, pelas mulheres interessantes, pelo figurino exuberante, pela cafonice irremediável. As danças têm influência ocidental, mas seu sabor é mais oriental mesmo, repletas de gestos que não significam nada para nós, embora transmitam mensagens claras aos indianos.

Seleciono aqui três exemplos de cenas assim. A primeira delas é a fonte original de uma das músicas que mais tocam na novela, Kajra Re (você já deve ter ouvido, ao menos nos anúncios que passam na TV):

 

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Duas verdades sobre Mamma Mia!, de Phyllida Lloyd:

 

1) O filme é muito, muito bobo, uma comédia pastelão musical. O roteiro parece uma coleção de pretextos para justificar a presença de cada sucesso do Abba. Em alguns momentos, fiquei constrangido por Meryl Streep, uma das atrizes mais respeitadas do mundo. No papel principal, ela teve que se prestar a coisas como fazer cara de menininha amedrontada, agarrada às cobertas. No entanto, isso não quer dizer que ela tenha dado um mau passo ao aceitar interpretar a personagem. Pelo contrário: foi uma oportunidade de ela reafirmar seu talento e versatilidade, além de mostrar que canta muito bem.

 

2) O filme é muito divertido. É o mínimo que se poderia esperar de um musical calcado nas músicas do Abba. Imagine uma cena de casamento construída em cima do hit I do, I do, I do, I do, I do. Ou o som de Dancing queen levando todas as mulheres de uma ilha a pararem o que estão fazendo para dançar e gritar por liberdade. Ou Does your mother know embalando o rápido affair entre um jovem sarado e uma mulher madura. Ou Meryl Streep tendo sonhos de riqueza enquanto canta Money, money, money. É tudo muito animado, feminino e frenético. Sucessos como Gimme! Gimme! Gimme! (A man after midnight), Voulez-vous, Chiquitita, Super Trouper, Take a chance on me, The winner takes it all e Honey, honey crescem no cinema, com a ajuda de belas imagens de uma ilha grega e um som poderoso.

 

É filme pra fazer sorrir sem pensar.

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Homem-Aranha vai virar musical na Broadway. Essa idéia não soa estranha?
Comecei a desconfiar que isso poderia não ser tão ruim quando soube que Bono e The Edge, do U2, estão criando a trilha sonora.
E tive certeza de que isso será ótimo ao saber que a direção é de Julie Taymor, a mulher que dirigiu os filmes Frida e Across the universe, além da lindíssima versão de O rei leão para a Broadway.
[Via G1]

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Um dos objetivos de Chico Buarque e Paulo Pontes ao escrever a peça “Gota d’água”, montada pela primeira vez em 1975, era valorizar a palavra. Em teatro, muitas vezes, o texto fica em segundo plano, ofuscado por cenografia, figurino, maquiagem, luz, até pelos belos corpos dos atores e, hoje em dia, também por projeções. Em seu intuito de dar destaque à palavra, os autores fizeram a peça toda em versos. Tal recurso funciona mesmo em 2008, na nova montagem do musical, dirigida por João Fonseca e atualmente em cartaz no SESC Vila Mariana, em São Paulo. O elenco interpreta com naturalidade as rimas de seus diálogos, evitando que eles soem estranhos ao público contemporâneo e evidenciando a habilidade dos dramaturgos na escolha das palavras. Além disso, a montagem é discreta e eficiente em todos os seus recursos cênicos, para que o texto brilhe.

A peça tem dois alicerces. Um, herdado de “Medeia”, tragédia de Eurípedes, é a insensatez de sua protagonista, Joana, mulher cega de ódio, carência e paixão, abandonada por seu homem, Jasão, dez anos mais novo, que a trocou pela jovem filha de Creonte, o homem que manda na comunidade em que todos os personagens vivem. O outro alicerce, mais fraco, é a discussão social sobre a exploração e manipulação das classes desfavorecidas, um discurso que, embora tenha um sabor rançoso dos anos 70, continua vergonhosamente atual.

João Fonseca acertou ao suprimir personagens e enxugar o texto, mas talvez devesse ter sido mais rigoroso nesse ponto, pois a peça permanece mais longa do que poderia ser, com muitos trechos redundantes e desnecessários – uma redundância que é toda de Chico Buarque e Paulo Pontes, não de Eurípedes.

A decisão do diretor de musicar trechos que originalmente eram falados dá um maior dinamismo ao espetáculo, além de jogar luz sobre a riqueza melódica do texto. Porém, é freqüentemente difícil entender o que os atores cantam nesses momentos. O mesmo não acontece com as canções originais da peça, como “Gota d’água”, “Basta um dia” e “Flor da idade”, por elas terem adquirido vida própria na MPB e, talvez, também por terem sido pensadas desde sempre como canções. E é preciso ressaltar que João Fonseca incluiu músicas de Chico que não foram compostas para tal obra teatral, como “Partido alto” e “O que será (à flor da pele)” – esta, responsável por um dos momentos mais bonitos e de maior impacto da montagem.

O cenário de Nello Marrese merece menção, por sua simplicidade, eficiência e versatilidade. É um cenário que serve ao texto, sem intenção de brilhar. A discrição também é característica louvável da direção musical de Roberto Bürguel, do figurino de Natália Lana e da luz de Luiz Paulo Nenen.

No elenco, o destaque absoluto vai para Izabella Bicalho, capaz de fazer uma Joana que dá medo e pena ao mesmo tempo, contida nos gestos e furiosa na fala, com certo ar de bruxa. E a atriz ainda canta lindamente. São dela os momentos em que a platéia vem abaixo. Thelmo Fernandes está ótimo como Creonte, e Lucci Ferreira se sai bem como Jasão.

Para quem não conhece “Gota d’água”, esta é uma boa montagem para se ter um primeiro contato com a obra.

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Aconteceu no aeroporto de Stansted, em Londres. Uma mulher, revoltada porque a máquina automática de venda de salgadinhos engoliu seu troco, começa a cantar feito uma louca. Aos poucos, outros passageiros e até os seguranças começam a cantar com ela também. São 14 atores que estavam disfarçados, fazendo uma cena de musical ao vivo, no meio daquela gente toda, que assiste a tudo estupefata. Câmeras escondidas registram tudo. Trata-se de um comercial ao vivo para o Lastminute.com, site de venda de ingressos. Agora, o vídeo roda o mundo pela internet, ampliando de forma impressionante a exposição da marca. Mais detalhes no Brainstorm #9. Assista, é muito curioso:

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