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Hoje completam-se 100 anos do nascimento de Ataulfo Alves, um dos maiores nomes da música brasileira. Para quem não conhece sua obra, vale a pena aproveitar a data para ouvir e ver algumas interpretações de suas músicas.

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[YOUTUBE=http://www.youtube.com/watch?v=nOgWcUzostg]

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A RollingStone brasileira deste mês, com Gilberto Gil na capa, traz uma lista dos cem melhores artistas da música popular brasileira em todos os tempos, segundo votação realizada pela revista com dezenas de especialistas. Como toda lista, gera discussão. Chico Science é mais importante que Vinicius de Moraes e Villa-Lobos? Renato Russo é superior a Ary Barroso? Mano Brown está acima de Cazuza? Max Cavalera é mais relevante que Braguinha? Lobão é maior que Orlando Silva? Marcelo Camelo marcou mais que Francisco Alves? Como assim, especialistas?

Veja os 20 primeiros colocados:

1. Tom Jobim
2. João Gilberto
3. Chico Buarque
4. Caetano Veloso
5. Jorge Ben Jor
6. Roberto Carlos
7. Noel Rosa
8. Cartola
9. Tim Maia
10. Gilberto Gil
11. Dorival Caymmi
12. Pixinguinha
13. Luiz Gonzaga
14. Elis Regina
15. Rita Lee
16. Chico Science
17. Paulinho da Viola
18. Vinicius de Moraes
19. Raul Seixas
20. Milton Nascimento

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Selecionei 20 canções que trazem alguns dos piores versos da música brasileira. São versos infames, bizarros, estranhos, de mau gosto ou simplesmente ruins. Tenha muito medo:

“Ô, esse coqueiro que dá coco”
(Verso pleonástico de “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso)

“O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, eu quero o teu amor”

(“O teu cabelo não nega”, marchinha racista de Irmão Valença e Lamartine Babo)

“Dentro do bombom há um licor a mais”
(“Sonho de Ícaro”, sucesso de Biafra escrito por Cláudio Rabello e Piska)

“I like to dancing ev’ry days”
(“Conga conga conga”, de Mister Sam, sucesso em que Gretchen arrasa no inglês)

“Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer”

(Versos fantasiosos de “Ai! Que saudades da Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago)

“Sabe, outro dia mesmo ganhei na loteria
Tipo assim, muita grana
E eu fiquei tão excitada que corri pra casa e gritei:
Hei! Tem alguém aí?
Ninguém respondeu
Mas tudo bem, tudo bem
Eu moro sozinha mesmo…”

(“Vestidinho vermelho”, música de Laurie Anderson, adaptda por Alvin L e gravada por Marina Lima)

“Um rosto lindo e um sorriso encantador
E um jeitinho de falar que me pirou,
Que me pirou o cabeção”

(Parte mais irritante de “A cera”, canção de Franklin Roosevelt, Jucian Carlos, Reges Bolo e Zé Wincley, sucesso com O Surto)

“Ele vai dar uma esporada na barata dela (4x)”
(Apenas um dos tantos versos singelos de “A barata”, feita por Alexandre Pires no Só Pra Contrariar)

“Um olho cego vagueia procurando por um”
( “Frevo mulher”, de Zé Ramalho, sucesso de Amelinha. Eterno mistério da MPB: “um o quê?”)

“Em toda cama que eu durmo, só dá você”
(Trocadilho infeliz de Bernardo Vilhena e Ritchie em “Menina veneno”)

“Se de repente a gente encontra alguém na rua
Pode acabar até envergonhando a lua
Num desses lances muito loucos que acabam num quarto de Motel”

(“Escancarando de vez”, de Mauro Motta e Paulo Sérgio Valle para Elymar Santos)

“Toda mulher gosta de rosas, de rosas
E rosas muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas…”

(“Rosas”. Antônio Villeroy escreveu, Ana Carolina gostou e, o pior, milhões de pessoas também gostaram)

“E me pediu que lhe batesse,
Lhe arrombasse,
Lhe chamasse de cafona, marafona, bandidona
Fui eu quem bebi, comi a Madona”

(O português errado e a vulgaridade de “Eu comi a Madona”, de Ana Carolina, Mano Melo, Alvin L e Antônio Villeroy)

“Trocar de roupa é como trocar de marido
Pois o amor não vale mais que um vestido”

(“A última moda”, sucesso de Ronaldo Resedá)

“Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar”

(Toda a malice de Vanusa e Mário Campanha em “Manhãs de setembro”)

“Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
(…)
Parece que é transviado
(…)
Corta o cabelo dele!”

(Intolerância nos versos da marchinha “Cabeleira do Zezé”, de Roberto Faissal e J. Roberto)

“E esse ão de são
Hei de cantar naquela canção
One more time”

(Pérola nonsense de Carlinhos Brown em “Uma brasileira”, hit dos Paralamas do Sucesso. Herbert Vianna, parceiro na composição, confessa que também não entendeu o que o parceiro quis dizer)

“Você é um negão de tirar o chapéu
Não posso dar mole, senão você créu!
Me ganha na manha e baubau
Leva meu coração
É! Você é um ébano, lábios de mel
Um príncipe negro feito a pincel
É só melanina cheirando a paixão”

(O tesão negão de Alcione em “Meu ébano”, música de Nenéu e Paulinho Rezende)

“Então eu quero ver você esperando um filho meu
Pare de tomar a pílula (3x)
Porque ela não deixa o nosso filho nascer”

(“Um amor só”, pérola pós-pílula e pré-aids de Odair José e Ana Maria)

“Aquele fio de cabelo comprido
Já esteve grudado em nosso suor”

(Versos nojentos de Darci Rossi e Marciano em “Fio de cabelo”, sucesso de Chitãozinho e Xororó)

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Este ano, Maria Bethânia será a primeira intérprete a receber um Prêmio Shell de música. Desde a criação da honraria, em 1981, apenas compositores foram contemplados com tal homenagem. A mudança no critério da escolha é justa, pois há cantores, raros, capazes de enriquecer composições com sua interpretação, apropriando-se delas.

Bethânia, por exemplo, não é meramente cantora. Ela é uma artista que interpreta com emoção, envolve o ouvinte, dá verdade à canção, fortalece a música ao combiná-la com outras composições ou com trechos de poemas e romances, podendo até dar novo sentido a tudo. Nada no repertório de um show ou de um disco seu é aleatório – nenhuma canção está ali por acaso, nem a ordem em que elas se sucedem é gratuita.

“Olhos nos olhos” e “Teresinha” são de Chico Buarque, mas também de Bethânia, de certa forma. “O que é, o que é” e “Grito de alerta”, de Gonzaguinha, hoje são propriedades de Bethânia. “Ronda”, de Paulo Vanzolini, não seria um clássico sem o toque da cantora. E “Carcará”, ouso dizer, é mais de Bethânia do que de João do Vale.

Ganhadores anteriores do Prêmio Shell de Música:
2007: Tom Zé
2006: Moacir Santos
2005: Carlos Lyra
2004: João Bosco e Aldir Blanc
2003: Paulo César Pinheiro
2002: Dona Ivone Lara
2001: Elton Medeiros
2000: João Donato
1999: Johnny Alf
1998: Zé Ketti
1997: Roberto Carlos e Erasmo Carlos
1996: Rita Lee
1995: Baden Powell
1994: Edu Lobo
1993: Jorge Benjor
1992: Paulinho da Viola
1991: Martinho da Vila
1990: Gilberto Gil
1989: Caetano Veloso
1988: Chico Buarque
1987: Herivelto Martins
1986: Milton Nascimento
1985: Braguinha
1984: Luiz Gonzaga
1983: Dorival Caymmi
1982: Tom Jobim
1981: Homenagem a Pixinguinha

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A revista Bravo! publicou esta semana uma edição especial chamada 100 Canções Essenciais da Música Popular Brasileira, com informações importantes e curiosas sobre cada uma. A edição é caprichada e vale seus R$ 14,95. O top 10, reproduzido abaixo, não deve gerar muita discussão. Mas há de se discordar (ou não) de muita coisa do 11º ao 100º lugares. Mas listas são assim mesmo.

1 – “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro
2 – “Águas de março”, de Tom Jobim
3 – “João Valentão”, de Dorival Caymmi
4 – “Chega de saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
5 – “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso
6 – “Tropicália”, de Caetano Veloso
7 – “Último desejo”, de Noel Rosa
8 – “Asa branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
9 – “Construção”, de Chico Buarque
10 – “Detalhes”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Para ver outras listas, clique aqui.

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Se todos os grandes nomes da MPB se dignassem a escrever suas autobiografias, a memória do país seria bem menos curta. Apesar de serem sempre parciais, os livros de memórias colaboram para a compreensão de momentos históricos, oferecem pontos de vista únicos, municiam pesquisadores e robustecem a cultura nacional. Isso vale também para biografias como “Eles e eu: memórias de Ronaldo Bôscoli”, escrito na primeira pessoa como se fosse pelo próprio biografado, mas, na verdade, redigido por Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves, a partir de uma série de entrevistas que fizeram com o compositor para esse propósito. O relato traz detalhes deliciosos sobre o surgimento da bossa nova e momentos da vida de artistas como Roberto Carlos, Elis Regina, João Gilberto, Nara Leão, Maysa, Vinícius de Moraes e muitos outros.

Grande parte das histórias contadas por Bôscoli não passam de meras curiosidades, mas muitas são interessantíssimas. Ele conta, por exemplo, sobre os trotes que Maysa adorava passar pelo telefone de madrugada, quando ligava para homens pobres e desconhecidos apenas pelo prazer de imaginar que, no dia seguinte, ninguém acreditaria quando eles contassem que tiveram um flerte com a grande cantora. O pior trote de Maysa, no entanto, foi contra o próprio Bôscoli, como parte de uma pequena vingança que o deixou em má situação.

Outra história reveladora está relacionada à morte de Elis. Ele conta que, no velório, Jair Rodrigues teve a coragem de gritar que muitos dos que estavam ali segurando as alças do caixão haviam ajudado Elis a se afundar na cocaína e morrer. Dias depois, em uma boate, Fafá de Belém, apontada por Bôscoli como uma das maiores parceiras de Elis nas drogas, teria arrastado o compositor até o banheiro apenas para que ele a visse jogando na privada toda a cocaína que trazia consigo, dizendo algo como “Olha o que eu faço com essa merda!”

Mas talvez a maior revelação de Bôscoli – co-autor de clássicos como “O barquinho”, “Lobo bobo”, “Saudade fez um samba” e “Você” – seja a de que ele parou de compor no momento em que Caetano Veloso e Chico Buarque despontaram na geração seguinte à bossa nova e ele se deu conta de que jamais conseguiria compor com a mesma qualidade e genialidade deles. Em silêncio e com humildade, Bôscoli passou o bastão.

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No último dia 5 de maio, 71 anos após a morte de Noel Rosa, a obra do gênio de Vila Isabel caiu em domínio público. Ou seja: ninguém precisa mais se preocupar com direitos autorais quando quiser gravar belezas como “Amor de parceria”, “Com que roupa?”, “Marcha da prima… Vera”, “O x do problema”, “Palpite infeliz”, “Três apitos” e “Último desejo”, composições que Noel fez sozinho. No entanto, o mesmo não vale para as músicas que ele fez com seus parceiros – para gravá-las sem precisar pedir autorização, só se os co-compositores tiverem morrido antes dele, o que é meio raro, uma vez que Noel se foi aos 27 anos.

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