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Posts Tagged ‘Madonna’

Clique aqui se quiser ler o texto deste blogueiro sobre o show curtinho e extravagente que Madonna fez no intervalo do SuperBowl, escrito para o site Madonna Online. Mais que um show, a apresentação foi uma demonstração de poder.

Apresentação completa (dura 12 minutos) aqui:



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Sim, esta é a mesma Madonna que chamam de ícone da moda…
Quando você estiver se sentindo horrível com a roupa que escolheu pra sair, dá uma olhada nesta foto.

Madonna

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Semana passada, Lady Gaga lançou o videoclipe Alejandro, uma bobagem cara e pretensiosa que só se tornará clássica se for pelo viés do humor involuntário. O que mais gerou comentários nesse vídeo foi a constatação de que tudo nele já fora visto nos clipes de Madonna, como Vogue, que acaba de completar 20 anos e ainda merece atenção. Tanto que, em abril último, o seriado Glee levou ao ar uma paródia visual que recriava cada detalhe do clipe, com a atriz Jane Lynch – intérprete da personagem Sue Sylvester – no lugar de Madonna.

Vogue também é uma bobagem que mistura antigas referências, mas é bem amarrado por um conceito que une música, dança e vídeo de maneira indissociável. O clipe influenciou imediatamente o mundo da moda, da dança, das pistas e dos próprios videoclipes, tornando-se uma referência nova. Nasceu como um ensaio sobre o poder da imagem e hoje é um belo exemplo disso.

DANÇA: A coreografia criada para Vogue difere do habitual por ser centrada nos braços. Assim foi porque a inspiração era o voguing, estilo de dança originário da cultura gay nova-iorquina, surgido nos anos 80 e que simula poses e ângulos típicos dos ensaios de moda de revistas como a Vogue – daí seu nome. O voguing nasceu na ball culture, cenário gay que, desde os anos 60, reúne, sobretudo, homossexuais negros e latinos para disputar quem desfila melhor em uma passarela imaginária. Tudo isso era muito obscuro e restrito, a subcultura de uma subcultura, até ser reprocessado por Madonna em Vogue e ganhar o mundo de uma outra forma.

IMAGEM: Se a dança remetia às revistas de moda, o vídeo fazia o mesmo, só que Madonna foi beber de fontes mais antigas: a fotografia dos anos 30 e a era de ouro de Hollywood. Vogue procura emular uma estética eternizada no passado por grandes estrelas do cinema, como Jean Harlow, Carole Lombard, Greta Garbo e Marilyn Monroe. Aqui, os signos de glamour e beleza são os mesmos que compunham a linguagem dos fotógrafos Horst P. Horst, Clarence Sinclair Bull, George Hurrell, Ernest Bachrach e Eugene Robert Richee, responsáveis por lendárias fotos de moda e de divulgação de filmes nas décadas de 30 e 40.

MÚSICA: Vogue, a música, trazia para o mainstream o que havia de mais quente nos clubes noturnos de 1990, a house music – com isso, Madonna foi a primeira artista de grande porte a lançar uma faixa de trabalho baseada nesse estilo de música eletrônica. Cerca de dez anos antes, a house music só existia na cena dance alternativa de Chicago; no fim dos anos 80, começou a turbinar as versões remix de sucessos radiofônicos, para só em 1990 se tornar produto de massa pelas mãos de Madonna, em versão mais palatável.

LETRA: A letra da música, por sua vez, exalta o escapismo das pistas de dança, ao mesmo tempo em que cita e reverencia as tais estrelas do passado – Marlene Dietrich, Lauren Bacall, Ginger Rogers, Rita Hayworth, Katherine Hepburn, Grace Kelly etc. O verso “Strike a pose!” – “Faça uma pose!” – é o ponto de interceção entre a música (Vogue), a dança (voguing) e o conceito visual do clipe, baseado em poses clássicas.

Por tudo isso, ainda que seja uma bobagem, Vogue é ao menos uma bobagem consistente, um combo de vídeo, música e coreografia que jogou luz sobre uma subcultura, popularizou um estilo musical alternativo, reviveu os rostos da Hollywood clássica como referências de estilo, ajudou a definir a estética da época com sua fotografia em preto-e-branco e fez um sucesso estrondoso. Também merecem os créditos o produtor Shep Pettibone – co-autor e co-produtor da canção ao lado de Madonna – e o diretor do vídeo, David Fincher, que depois ficaria mais conhecido como cineasta, pelos filmes Clube da luta, Se7en e O curioso caso de Benjamin Button.

Abaixo, esquadrinho algumas das referências utilizadas por Madonna e Fincher no videoclipe:

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A referência visual mais clara de Vogue é a fotografia Mainbocher corset, imagem clássica clicada por Horst P. Horst em 1939.

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Outra foto de Horst P. Horst reverenciada em Vogue é esta de 1946, Carmen face massage.

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Outra citação ao fotógrafo Horst P. Horst está nesta releitura da foto Lisa with turban, de 1940.

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Madonna emula pose clássica da atriz alemã Marlene Dietrich, feita pelo fotógrafo Don English para divulgar o filme O expresso de Shangai em 1932.

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Citação a outra pose de Dietrich no mesmo ensaio de Don English.

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A atriz Jean Harlow (a bombshell original) e o fotógrafo George Hurrell (contratado da MGM dos anos 20 aos 40) também são fortes referências em Vogue. Este momento de Madonna no clipe remete a ambos, como mostra a fotografia de Harlow clicada por Hurrell.

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Outra fotografia de Jean Harlow feita por George Hurrell comprova a influência de ambos.

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Esta outra foto de George Hurrell mostra que até o vestido usado por Madonna em Vogue é similar ao que Jean Harlow trajava em seu clássico ensaio fotográfico. A frente-única branca e o cabelo louro platinado remetem também ao visual de Marilyn Monroe no filme O pecado mora ao lado, dirigido por Billy Wilder em 1955.

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Nesta cena de Vogue, o visual de Madonna presta homenagem à atriz Veronica Lake, cuja marca registrada eram as longas madeixas louras e onduladas jogadas para o lado direito. A imagem também usa um recurso que era muito comum nos anos 30 e 40 em fotos de divulgação de atrizes: o rosto duplicado por uma superfície espelhada, como nesta foto da atriz Sylvia Sydney feita por Eugene Robert Richee.

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Os jogos de sombras, ângulos, composições e alto contraste do fotógrafo Ernest Bachrach também foram fontes de inspiração para Vogue, como mostra esta foto da atriz Carole Lombard feita por ele. Já o figurino e o cabelo de Madonna nesta cena fazem menção a um famoso ensaio fotográfico de Marilyn Monroe.

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Nesta outra cena de Vogue, referências a cenários, poses e figurinos usados no passado pelas atrizes Carole Lombard (ela de novo!) e Katherine Hepburn. A foto desta última, no canto inferior direito, também é do fotógrafo Ernest Eugene Bachrach.

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Ao ver Madonna sendo penteada e maquiada no clipe de Vogue, difícil não lembrar desta foto de – sempre ela! – Marilyn Monroe.

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Greta Garbo, outra forte referência para Madonna em Vogue. A atriz, inclusive, encabeça a lista de estrelas citadas por Madonna na letra da música.

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E agora, com vocês, Vogue, de Madonna, dirigido por David Fincher:
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Veja outros posts da série “Os melhores videoclipes de todos os tempos”:

“Justify my love”, Madonna

“Everybody hurts”, REM

“One”, U2

“Sledgehammer”, Peter Gabriel

“Smack my bitch up”, Prodigy

“Trhiller”, Michael Jackson

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E outros posts sobre Madonna de que você pode gostar:

50 marcas de Madonna no mundo

Desvendando o clipe “Bedtime story”, da Madonna

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MADONNA: Ela é gene dominante no DNA de Lady Gaga. No clipe de Telephone, a influência de Madonna é notada mais fortemente na cena em que Gaga dança entre as celas do presídio. Tudo ali remete à Madonna do início dos anos 90: coreografia, figurino, cabelo, interpretação, atitude.

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MICHAEL JACKSON: A priori, qualquer videoclipe com coreografias coletivas e que conte uma história é descendente direto da obra audiovisual de Michael Jackson. Em Telephone, a referência ao mestre dos clipes é mais evidente no repentino passinho de dança que Lady Gaga faz ao sair da prisão. E a cena de dança no restaurante é uma espécie de atualização de Thriller: Gaga e Beyoncé dançam entre os mortos, inclusive citando um famoso passo que Jackson eternizou em seu clipe mais cultuado, como mostra a imagem abaixo.

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POP ART: A arte pop bebeu dos quadrinhos, e Lady Gaga bebe da arte pop. Das obras de Andy Warhol e Roy Lichtenstein, a cantora e o diretor Jonas Akerlund pegaram emprestados os enquadramentos, as cores saturadas, os diálogos econômicos, as onomatopeias em letras estilizadas e a inspiração para maquiagens e caracterizações marcantes.

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DAVID LACHAPELLE: A estética do fotógrafo americano está em cada frame de Telephone. É uma receita que mistura surrealismo, cores estouradas, sensualidade explícita, humor nonsense e cenários kitsch milimetricamente elaborados.

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KILL BILL: VOL. 1: A pick-up amarela do filme de Quentin Tarantino, nomeada Pussy Wagon, tem forte presença no clipe. Mas há outros elementos comuns, como a briga entre mulheres que realmente sabem lutar, os closes nos pés de Gaga (Tarantino é podólatra assumido), a banalização da violência, os cenários genuinamente americanos e os diálogos espirituosos:

You know, Gaga, trust is like a mirror – you can fix it if it’s broke, but you can still see the crack in the motherfucker’s reflection.”

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ASSASSINOS POR NATUREZA: Dirigido por Oliver Stone, este filme de 1994 também tem história assinada por Tarantino. Assim como Telephone, é protagonizado por uma dupla que cruza os EUA matando sem dó e com muito bom humor, findando por se tornar famosa. A cena inicial do filme, por exemplo, envolve dança, assassinato em massa e elementos americanos típicos num restaurante de beira de estrada, assim como no clipe de Lady Gaga. Veja:
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THELMA & LOUISE: Este filme de Ridley Scott, lançado em 1991, mostra duas mulheres que caem na estrada para fugir do tédio e, depois, da polícia. Pelo caminho, elas colecionam crimes – homicídio incluído – e registram esse momento único de suas vidas com uma câmera Polaroid. Alguma semelhança com o clipe de Lady Gaga? Telephone tem alguns frames quase idênticos aos de Thelma & Louise:

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CAGED HEAT: Filme B de Jonathan Demme lançado em 1974, cujo fiapo de história se passa num inacreditável presídio feminino onde as mulheres são gostosas e perigosas. Parece ser a maior referência para as cenas de cadeia e sensualidade lésbica de Telephone.
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Dito isto, é hora de rever Telephone, o novo clipe de Lady Gaga, com participação de Beyoncé e direção de Jonas Akerlund:

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Ontem completaram-se 50 anos de um clique que gerou uma das imagens mais famosas, comercializadas, reproduzidas, deturpadas, banalizadas e inspiradoras de todos os tempos. A fotografia que Alberto Díaz, o Korda, fez de Che Guevara em 5 de março de 1960.

A foto mostra Che contemplando a multidão que comparecera ao funeral das 136 vítimas de um atentado ao navio francês La Coubre, que chegara ao porto de Havana na véspera, abarrotado de armas. Korda, fotógrafo do jornal Revolución, estava ali mais para clicar os escritores franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, que ouviam Fidel Castro proferir pela primeira vez seu famoso discurso Pátria ou Morte. Diz a lenda que seu rolo de filme já estava no fim quando Korda foi atraído pelo semblante compenetrado de Che. Foram apenas dois cliques – um vertical, outro horizontal.

O Revolución sequer publicou as fotos de Che na matéria do dia seguinte. Porém, com o passar do tempo, a imagem de Guevara sério, com seus cabelos alvoroçados contidos por uma boina, ganhou o mundo e se tornou um ícone, reproduzida com fins políticos ou comerciais, carregada de significado ou esvaziada pela cultura pop, estampada em camisetas, pintada em muros, tatuada, parodiada, idolatrada, repudiada, ridicularizada.

A foto de Korda se destacou do legado de Che Guevara e talvez tenha se tornado mais poderosa que ele. E o fotógrafo, dizem, nunca lucrou com isso.

























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Quando estava inspirado, Alexander McQueen deixava o mundo de boca aberta, fosse pela elegância de suas roupas ready-to-wear ou pela esquisitice de sua alta costura. Ousado, criativo e avesso ao lugar comum, o estilista era a primeira opção daquelas que quisessem radicalizar no estilo. Não por acaso, ele assinou diversos looks para as cantoras Björk e Lady Gaga. Seus desfiles eram poéticos e inspiradores, como aquele em que uma holografia da modelo Kate Moss hipnotizou a plateia. Ou aquele em que dois robôs jogavam tinta sobre uma modelo a rodopiar. A mise-en-scène era sempre dramática, para combinar com suas roupas, peças capazes de transformar qualquer pessoa em personagem. O mundo fica mais careta e monótono sem Alexander McQueen.

Alexander McQueen, o próprio, na capa da edição de abril de 1998 da revista The Face, fotografado por Nick Knight

 

A cantora Björk na capa do álbum Homogenic, de 1997, cuja roupa e conceito visual é de Alexander McQueen

 

O chocante figurino de Lady Gaga na edição de 2009 dos MTV Video Music Awards (VMA’s)

 

David Bowie na capa do álbum Earthling, de 1997, trajando um sobretudo desenhado por McQueen, com interferências do próprio cantor

 

Sarah Jessica Parker vestida de McQueen para causar na première de Sex and the City – O filme, em 2008

 

Kristen Stewart e Robert Pattinson, astros da grife cinematográfica Crepúsculo – ela vestida de McQueen para a lente de Mark Seliger em 2009

 

Em ensaio fotográfico de Tim Walker para a Vogue em 2005, Madonna usa vestido de McQueen – inspirado em Grace Kelly – para mostrar sua faceta de dona de casa inglesa

 

Björk se vestiu de McQueen para a turnê do álbum Vespertine, em 2001. Depois foi fotografada com a mesma roupa para a arte gráfica do DVD Live at Royal Opera House, de 2002

 

Janet Jackson by McQueen em 2008

 

Criação de McQueen no corpo de Drew Barrymore

 

McQueen assina o figurino de Lady Gaga no videoclipe Bad romance, de 2009

 

McQueen ao lado de Björk no Fashion Rocks de 2003, onde a cantora se apresentou durante desfile da última coleção do estilista. Com o rosto coberto de pedras brilhantes e vestido feito pelo amigo, Björk causou furor

 

No videoclipe Pagan poetry, de 2001, Björk aparece usando um vestido de McQueen que causou repulsa em muita gente, pois o vídeo sugeria que a roupa tinha partes coladas no corpo da cantora e partes penduradas em piercings

 

Outra das tantas parcerias entre McQueen e Björk

 

Peça de McQueen que remete ao filme 007 contra Goldfinger, no qual a personagem Jill Mastersons morre asfixiada ao ter seu corpo pintado de ouro – parte da coleção outono/inverno 2007

 

Kirsten Dunst fotografada por Annie Leibovitz em obra de McQueen, em 2006

 

Criação de McQueen para o outono/inverno 2009. A peça remete à obra do artista holandês M. C. Escher

 

Peça da coleção outono/inverno 2009

 

McQueen para a primavera 2001

 

Outra peça da coleção outono/inverno 2009

 

Mais McQueen para o outono/inverno 2009

 

Outono/inverno 2008 e primavera/verão 2008, respectivamente

 

Peças para outono/inverno 2007 e 2006, respectivamente

 

À esquerda, exemplar da coleção outono/inverno 2003. À direita, o já clássico vestido ostra no corpo da modelo brasileira Letícia Birkheuer, no desfile da coleção primavera/verão 2003

 

O infame e inconfundível design dos sapatos pinça-de-lagosta de McQueen

 

McQueen para primavera/verão 2009 e pré-outono 2009, respectivamente

 

Peças de McQueen para o outono/inverno 2009

 

VÍDEOS:

O assustador visual de Björk para sua apresentação no desfile de McQueen no Fashion Rocks de 2003:

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A lindíssima holografia de Kate Moss que fechou o desfile da coleção outono/inverno 2006 de McQueen:

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Os robôs pintores de McQueen no desfile da coleção primavera/verão 1999:

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