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REM - The best of

“Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a Humanidade” – com estas palavras, o astronauta Neil Armstrong narrou sua chegada à Lua, acontecimento promissor e de enormes proporções para a ciência. Porém, passados exatos 40 anos, a verdade é que, por enquanto, esse marco histórico teve mais reflexos no imaginário popular e na cultura pop do que na nossa vida prática. As imagens de Armstrong em terreno lunar  se banalizaram como espetáculo na mídia, não como avanço tecnológico no cotidiano das pessoas. Para a maior parte da população mundial, a conquista da Lua pelos homens continua menos relevante que a conquista dos homens pela Lua, esse corpo celeste que inspira obras de arte, canções, religiões, romances, poemas, mistérios, histórias, superstições. A lua da cultura pop e do imaginário popular ainda nos toca mais que a Lua real, a que guarda as pegadas de Neil Armstrong e uma bandeira americana.

 

A LUA DA MITOLOGIA E DAS CRENDICES

Lua - mitologia - crendice

Acredita-se que, já na Pré-história, os homens cultuavam uma Grande Deusa representada pela Lua, que teria originado diversas religiões. Mais tarde, tanto a mitologia grega quanto a romana tiveram suas deusas lunares, como Selena e Artemis. Sabe-se também de diversos deuses masculinos associados à Lua, como o Toth dos egípcios, o Sin dos mesopotâmios e o Tecciztecatl dos astecas. Na Bahia, onde o candomblé ligou São Jorge a Oxóssi, o santo acabou sendo relacionado à Lua, astro do orixá. É por isso que, na cultura brasileira, diz-se que, ao olhar para a Lua, é possível ver São Jorge montado em seu cavalo e matando o dragão. A Lua também é muito cara à astrologia, capaz de influenciar os rumos dos indivíduos e do mundo. No imaginário popular de hoje, é comum encontrar quem encontre relação entre as fases da Lua e a menstruação, a loucura e o crescimento do cabelo.

 

A LUA DA FANTASIA E DO UNIVERSO INFANTIL

A Lua da fantasia e do universo infantil

Hoje em dia, a Lua já não inspira tantas religiões e mitos, mas é musa imbatível das mais variadas histórias fantásticas. Na literatura, no cinema, nos sonhos e na tradição oral, ela é uma presença encantada, mágica, para o bem e para o mal. Na imaginação das crianças, a Lua é ainda mais forte – não por acaso, em muitos desenhos animados, ela aparece em forma de queijo, associação que é feita desde, pelo menos, o século XVI. Snoopy, Tintin, inúmeros super-heróis e tantos outros personagens infantis já “estiveram” na Lua. Nos quadrinhos da Marvel, existe a figura do Vigia, ser que habita a Lua, de onde observa tudo que acontece no mundo, sob juramento de jamais interferir.

 

A LUA DA FICÇÃO CIENTÍFICA

Lua na FICÇÃO CIENTÍFICA

Júlio Verne, H. G. Wells, Arthur C. Clarke, Isaac Asimov… É infindável a lista dos autores que escreveram histórias de ficção científica tendo a Lua como cenário principal. São contos, romances, histórias em quadrinhos, filmes e peças sobre a conquista da Lua, seus supostos habitantes e guerras entre mundos. A Liga da Justiça tem até uma base lunar. Tanta imaginação futurista já produziu clássicos, como o filme Viagem à Lua, de Georges Mélliès (1902), mas também muito lixo involuntariamente cômico.

 

A LUA SINISTRA DAS LENDAS E HISTÓRIAS DE TERROR

Thriller - Michael Jackson

Não há conto, livro ou filme de terror que não dê destaque para a Lua em algum momento. A mesma Lua das histórias de amor tem também seu aspecto sinistro. É na lua cheia que o lobisomem se revela, que a Mulher de Branco ataca e que tantos outros fenômenos sobrenaturais ocorrem. No clipe de Thriller, de Michael Jackson, é quando a lua surge no céu que o cantor se transforma em uma fera perigosa.

 

A LUA ROMÂNTICA DOS APAIXONADOS

Lua e ROMANCE“Olha como a Lua está linda!” – com esta frase-pretexto, incontáveis histórias de amor (ou só de sexo mesmo) começam. Por alguma razão, a Lua mexe com os apaixonados. A arte imita a vida ao “escalar” a Lua como coadjuvante nas cenas românticas dos filmes, peças e livros. Como em Moulin Rouge, quando uma Lua bonachona testemunha a dança do casal que se descobre apaixonado. Os poetas fazem o mesmo, e os compositores populares já criaram grandes canções para a lua e os namorados: Moonriver (Henry Mancini/Johnny Mercer), Fly me to the moon (Bart Howard), Blue moon (Lorenz Hart/Richard Rodgers) etc.

 

A LUA DE BELEZA INSPIRADORA

Lua - FANTASIAA Lua é linda de todas as maneiras, o que já justificaria todas as reverências que fazemos a ela nas artes. É por sua beleza que todo fotógrafo que se preze tem uma foto dela em seu portfólio. É também por isso que ela está na imagem mais famosa do filme ET – O extraterrestre. Não fosse ela tão linda, talvez Van Gogh nem tivesse pintado sua Noite estrelada. E canções igualmente belas, como Lua, lua ,lua, lua (de Caetano Veloso) e Luar do sertão (Catulo da Paixão Cearense), jamais teriam sido compostas.

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Em 2005, a Sociedade Americana dos Editores de Revistas (ASME, na sigla em inglês) fez uma lista daquelas que seriam as 40 melhores capas de revista norte-americanas editadas desde 1965. Mostro aqui algumas delas. Para ver todas, é só ir no site da American Society of Magazine Editors.

 

1. RollingStone (22/01/1981) – A linda foto de John Lennon e Yoko Ono foi feita pela fotógrafa Annie Leibovitz algumas horas antes de o cantor ser assassinado. A imagem acabou sendo usada de uma forma que não era a pretendida: como capa de uma edição em homenagem póstuma ao ex-beatle.

 

2. Vanity Fair (agosto/1991) – O que uma boa capa não é capaz de fazer? Esta, também fotografada pela incrível Annie Leibovitz, fez mais por Demi Moore do que o filme Ghost. Sua foto nua e grávida teve tanta repercussão que não seria exagero dizer que essa capa da Vanity Fair ajudou a alçar a atriz ao primeiro time de Hollywood, status que levou um bom tempo para ser perdido.

 

3. Esquire (abril/1968) – Uma capa polêmica para um assunto polêmico. O pugilista Muhammad Ali (Cassius Clay) havia se recusado a servir ao Exército americano – o que é contra a lei – em plena Guerra do Vietnã, por questões religiosas. Como represália, ele foi impedido de lutar e perdeu seus títulos de campeão. Esta capa da Esquire, idealizada pelo designer George Lois, expunha o lutador flechado como São Sebastião, santo que, além de ser padroeiro dos atletas, morreu por ter se mantido fiel a sua crença. Imagine o tamanho do escândalo nos anos 1960: uma revista de prestígio defendia a deserção do Exército mostrando em sua capa um negro muçulmano que imitava um santo católico!

 

5. Esquire (maio/1969) – O artista plástico Andy Warhol topou aparecer numa capa irônica, que alardeava um suposto declínio da arte de vanguarda nos EUA. Representante máximo da vanguardista pop art, Warhol aparece afundando numa lata de sopa Campbell, um dos mais famosos ícones de sua obra. De quebra, o artista ainda se mostrava totalmente despido do glamour que sempre o cercou no mundo dos ricos e famosos. A direção de arte também é de George Lois.

 

6. The New Yorker (24/09/2001) – A capa parece totalmente vazia, exceto pela logo, mas repare bem: a silhueta das torres gêmeas do World Trade Center está lá. É como se, mesmo no vazio, elas continuassem sendo vistas, como um fantasma ou uma memória que não se consegue deixar para trás. A revista saiu poucos dias após a destruição dos prédios. O trabalho é de Art Spiegelman, inspirado na obra de Ad Reinhardt e editado por Farnoise Mouly.

 

7. National Lampoon (janeiro/1973) – Esta é a capa mais famosa da lendária revista de humor. A chamada diz: “Se você não comprar esta revista, nós vamos matar este cachorro”. Foto de Ronald G. Harris.

 

8. Esquire (outubro/1966) – Esta capa vai contra a idéia de que uma imagem vale mais que mil palavras. A reportagem em questão tinha 33 mil palavras, a mais longa da história da Esquire, e ajudou a mudar a opinião pública americana em relação à Guerra do Vietnã. A matéria, escrita por John Sack, é um dos marcos do New Journalism (novo jornalismo). A chamada diz: “Oh, meu Deus, nós acertamos uma garotinha.”

 

10. National Geographic (junho/1985) – A foto, feita por Steve McCurry, é uma das mais famosas de todos os tempos. Ela mostra o medo estampado nos incríveis olhos azuis de uma menina de 12 anos, refugiada que vivia em condições miseráveis num campo na fronteira do Afeganistão com o Paquistão. Na época, a União Soviética guerreava contra o Afeganistão, que era apoiado pelos EUA. Como se sabe, o feitiço virou contra o feiticeiro em 11 de setembro de 2001.

 

11. Life (30/04/1965) – Antes da publicação dessa edição da Life, repleta de fotos impressionantes feitas por Linnart Nilssons, o mundo não sabia exatamente como era um feto dentro de um útero. O que aparece na capa tinha 18 semanas de gestação. As discussões pró e contra o aborto nunca mais foram as mesmas. O livro de Nilssons com esta e outras fotos vendeu oito milhões de exemplares em apenas quatro dias.

 

12. Time (08/04/1966) – “Deus está morto?” É a pergunta feita pela Time numa capa sem foto ou ilustração alguma. Na reportagem, diversos estudiosos e teólogos anunciavam a ausência de Deus na vida das pessoas e a morte da religião. Imagine a reação dos leitores americanos.

 

13. Life Edição Especial (1969) – Esta edição histórica mostrava e contava tudo sobre a chegada da Apollo 11 na Lua. Na capa, o astronauta Buzz Aldrin, fotografado pelo colega Neil Armstrong. A revista traz imagens que marcaram a história da Humanidade e influenciaram a cultura.

 

15. Harper’s Bazaar (abril/1965) – Esta capa, que mostra a modelo Jean Shrimpton usando um simulacro de capacete espacial cor-de-rosa, foi fotografada por Richard Avedon e é um dos ícones dos anos 1960.

 

16. The Economist (10-16/09/1994) – Quem poderia imaginar que algum dia a mais renomada revista especializada em economia traria em sua capa uma foto de dois camelos em plena cópula? Foi a imagem que The Economist escolheu para alardear sua matéria sobre o lado ruim da fusão entre empresas.

 

17. Time (21/06/1968) – A ilustração é de Roy Lichtenstein. Um revólver fumegante apontado para o leitor alertava para a necessidade urgente de regulamentar a compra e a venda de armas nos EUA. Martin Luther King e Robert Kennedy tinham acabado de ser assassinados. Até aquele momento, por incrível que pareça, nenhuma lei americana impedia que armas fossem compradas por menores de idade, deficientes mentais ou criminosos. O Congresso mudou isso naquele mesmo ano.

 

20. Blue (outubro/1997) – Esta capa é um clássico do designer David Carson, feita para a edição inaugural da revista Blue, voltada para pessoas com espírito de aventura.

 

21. Life (26/11/1965) – “A dura realidade da Guerra do Vietnã”. Com essa chamada e a foto de um prisioneiro vietcongue vendado e amordaçado, a revista Life ajudou a mostrar aos americanos que aquela guerra não era exatamente como todos pensavam. A foto foi feita por Paul Schutzers.

 

24. Interview (dezembro/1972) – Esta edição de Natal da Interview trazia Andy Warhol, fundador da revista, fotografando a modelo (e futura cantora) Grace Jones.

 

25. Time (14/09/2001) – Outra grande capa sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A capa da Time, com fotografia de Lyle Owerkoof, não precisava de chamada. Era impossível alguém nos EUA não saber do que se tratava.

 

29. Playboy (outubro/1971) – Fundada em 1953, a revista Playboy esperou até 1971 para estampar uma mulher negra em sua capa pela primeira vez. A escolhida foi Darine Stern, fotografada por Richard Fegley numa cadeira com o formato do coelhinho símbolo da publicação.

 

29. Fortune (01/10/2001) – O 11 de Setembro rendeu várias ótimas capas. Outra delas foi esta da Fortune sobre as conseqüências financeiras do ataque terrorista. A foto, que mostra um executivo sobrevivente da queda das torres gêmeas, é uma das mais famosas da tragédia.

 

36. People (15/09/1997) – Esta foi a última das 52 capas que a revista People dedicou à princesa Diana ao longo de sua existência. A ex-mulher de Charles era garantia de vendas para a publicação, especializada em bisbilhotar a vida de celebridades. Foi nessa roda-viva que Diana morreu, e a People explorou sua imagem pela última vez com uma capa bastante elegante, fora de seus padrões.

 

37. National Geographic (outubro/1978) – Mais impressionante do que ver um gorila empunhando uma câmera fotográfica na capa de uma revista é descobrir que tal foto é, na verdade, um auto-retrato, feito pelo próprio animal diante de um espelho e com ótima qualidade técnica. A reportagem de capa tratava de recentes descobertas sobre a capacidade lingüística dos gorilas.

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