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Posts Tagged ‘livros’


Você olha e, de cara, pensa que é montagem. Mas não é. Ou pensa que deve ser alguma foto que o marido dela fez em casa, com uma câmera vagaba, e caiu na rede por alguma razão. Mas não é. La Brunet está sem maquiagem, sem trato no cabelo, sem luz boa, sem cenário, sem o viço da época da Dijon, sem Photoshop, sem roupa, sem vergonha e quase sem pêlos pubianos também (ela desce a calcinha pra mostrar que é adepta do estilo “avenida”). Sim, é ela, clicada pelo fotógrafo Terry Richardson para o livro “Rio, Cidade Maravilhosa”, bancado pela Diesel e à venda nas lojas da marca.

O livro mostra coisas que parecem surreais, mas que são muito reais, isso sim: uma pista de dança cheia de rapazes pelados, com a maior pinta de michês; Pedrinho Aguinaga, ex-homem-mais-bonito-do-Brasil, em nu frontal numa cama de motel segurando os seios de duas moças; Alexandre Frota e Regininha Poltergeist fazendo sexo numa varanda do Copacabana Palace; Beth Lago acordando com uma cara tenebrosa; uma mulher perneta mostrando um dos seios; uma loura urinando (de verdade!) com a maior cara de prazer e por aí vai.

Há muitos famosos no livro: Adriane Galisteu, Danielle Winits, Ricardo Tozzi, Fábio Assunção, Glória Maria, Cauã Reymond, Camila Pitanga, Maria Paula, Cléo Pires, Taís Araújo etc. Mas nenhum deles topou se expor como Luiza Brunet topou. Sua filha, Yasmin Brunet, fez uma foto exatamente na mesma posição, mas ela só tem 19 anos, não é a mesma coisa. E Alexandre Frota e Regininha Poltergeist não contam, convenhamos.

Já publiquei outras fotos de Terry Richardson neste blog: aqui e aqui.

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Tudo indica que a semana que vem será a primeira desde dezembro de 1998 a não ter nenhum livro da série Harry Potter na lista dos mais vendidos do New York Times. Isso é impressionante. Tamanho poder só pode significar que o personagem sai da lista para ficar eternamente no imaginário popular. Parabéns, J. K. Rowling. Nunca li seus livros, mas aplaudo alguém capaz de fazer milhões de crianças lerem avidamente livros de 600 páginas.

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A Cosac Naify está lançando uma nova edição – que se pretende definitiva – do maravilhoso clássico “Moby Dick”, de Herman Melville. As novidades:

* Incorpora trechos e notas dos originais do autor

* Nova tradução, de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza

* Uma resenha de Evert Duyckinck, publicada em 1851

* Famoso ensaio de D. H. Lawrence sobre o livro, de 1923

* Trecho do respeitado estudo de F. O. Mathiessen, “American Renaissance”, de 1941

* Glossário náutico Ilustrado, para explicar diversas palavras que o grande público não conhece

* Bibliografia

* Relação das edições lançadas anteriormente no Brasil

* Mapa em que é possível acompanhar a trajetória do principal cenário da história, a nau Pequod, ao longo do romance

* Custa R$ 99!!!!!!!!

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Será lançado dentro de dois meses um livro luxuoso de quase 500 páginas chamado “Comic book tattoo”, com histórias em quadrinhos feitas por feras da arte seqüencial, todas inspiradas nas músicas de Tori Amos. O prefácio é de Neil Gaiman e a própria cantora cuidou de cada detalhe do livro. A arte da capa, acima, é de Jason Levesque.

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Quando se fala em Colette, a célebre escritora francesa, o assunto normalmente é sua vida escandalosa, sua bissexualidade, seus casamentos conturbados, o relacionamento amoroso que manteve com o enteado. Para a psicanalista e lingüista Julia Kristeva, tudo isso interessa, mas não pelo viés sensacionalista, evidentemente. No terceiro tomo de sua trilogia O gênio feminino, cada elemento da polêmica vida de Colette é usado para explicar sua obra. A tese é de que se trata de um caso em que realidade e ficção são indissociáveis, de um modo tão intrincado que faz de Colette uma mulher digna da mesma reverência dedicada à cientista política Hannah Arendt e à psicanalista Melanie Klein, as duas homenageadas anteriores da trilogia.

Nesta biografia escrita à luz da psicanálise e da literatura, Julia Kristeva mostra Colette como uma mulher cujo prazer de viver era também um prazer de sentidos e de palavras, sem distinção. A escrita de Colette evoca a visão, o olfato, o paladar, o tato, a audição e todas as variantes da sexualidade, proporcionando experiências metafísicas ao leitor, guiadas pelo ateísmo e a amoralidade. O ser se transmuta em estilo, tendo a palavra como ponte. “Entre o real é o imaginado, há sempre o lugar da palavra, a palavra magnífica e maior do que o objeto”, ela dizia.

Kristeva explica que os relatos de Colette – fragmentados por devaneios, estados de espírito e sensações comuns ou extremas do corpo – são construídos com palavras cuidadosamente escolhidas, de modo que soem como música, sugiram fragrâncias, sejam saborosas e levem o leitor a experimentá-las em sua vida ou associá-las às suas lembranças. Nesse processo, Colette usava muitas metáforas, que Kristeva prefere chamar de metamorfoses, porque vão além de simples imagens retóricas – elas eram a própria realização das mudanças em curso na vida da escritora. A obra explica a vida e vice-versa.

Colette é exposta em todos os seus paradoxos. Ela pavimentou o caminho para a liberação sexual feminina, mas se dizia antifeminista. Ela se declarava apolítica, mas abordou pelo menos três domínios que hoje estão no cerne das preocupações políticas: as mulheres, a guerra e as imagens. Escreveu em publicações anti-semitas, mas ajudou alguns judeus a escapar do nazismo. Mesmo sua morte foi controversa – enquanto a Igreja lhe negava um enterro cristão, o governo lhe concedia um funeral com honras de chefe de estado.

Para decifrar Colette, Kristeva recorre a Freud, Proust e Balzac. E por fim, explica por que ela tem iluminado e sustentado seu trabalho e sua existência, assim como Melanie Klein e Hannah Arendt, além de traçar diversos paralelos entre as três. É um livro para quem estuda Colette, claro, mas é também uma obra indispensável para quem deseja se aprofundar no pensamento de Julia Kristeva, uma das maiores estudiosas da atualidade.

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