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Cantores adoram aparecer, de preferência em escala mundial. Seja pela futilidade da fama, pelo reconhecimento ao seu trabalho ou por uma causa nobre. Para isso, nada como injetar polêmica em um número musical transmitido ao vivo pela TV. Tanto que, nos últimos anos, as festas de entrega dos grandes prêmios da música se assemelham mais a competições para ver quem consegue causar mais impacto no palco. Na mais recente delas, o American Music Awards, o novato Adam Lambert apelou para o homoerotismo masculino, na tentativa de levar sua fama para além do American Idol. Ele não me impressionou, mas me motivou a puxar pela memória e remontar a longa estrada de polêmicas que o rock e o pop construíram na TV. Se hoje os artistas têm que rebolar – no sentido figurado – para polemizar enquanto cantam diante das câmeras, nos anos 50 bastava rebolar – literalmente – para atingir esse objetivo.

Elvis Presley, 1956
É difícil de entender, mas é verdade: o mundo já foi careta a ponto de se escandalizar com o requebrado de Elvis Presley. Diziam que aquilo era pornografia, coisa do demo, que ia degenerar a juventude… Até proibiram as emissoras de TV de mostrar o cantor da cintura pra baixo! Clique aqui e veja o ritmo da pélvis de Elvis enquanto ele canta Hound dog no The Milton Berle Show.

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The Doors, 1967
A banda só tocou Light my fire no Ed Sullivan Show porque Jim Morrison concordara em substituir “higher” por “bettter” no verso “girl, we couldn’t get much higher”. A ideia era anular a alusão que a música faz às drogas (ou ao sexo, dependendo da sua interpretação). Afinal, tratava-se de um programa de TV muito popular e com público familiar. Mas, na hora H, ao vivo, Morrison cantou a música exatamente como ela era, deixando chocados os telespectadores mais caretas. Ed Sullivan ficou revoltado, recusou-se a cumprimentar o cantor no final e cancelou seus planos de convidar a banda outras vezes. Assista!

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The Who, 1967
Em 1964, a banda inaugurou a tradição de roqueiro destruir seus instrumentos no palco. O que começou como acesso de fúria real virou lugar comum. Em 1967, quando eles tocaram My generation no programa de TV Smothers Brothers Comedy Hour, o artifício já tinha se tornado piada. Porém, naquela ocasião, a banda exagerou: eles não apenas destruíram a guitarra e os amplificadores, mas também usaram explosivos para jogar a bateria pelos ares. Talvez tenha nascido ali a ideia de que, para vencer no mundo da música, é preciso “causar” ao vivo na TV, surpreendendo o público com algo imprevisível que vá além do talento musical. Assista!

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Madonna, 1984
No primeiro MTV Vídeo Music Award, Madonna roubou a cena ao cantar Like a virgin. Exalando vulgaridade e usando um vestido de noiva que parecia comprado em sex shop, ela rolou pelo palco para cantar que se sentia uma virgem sendo deflorada. Desgrenhada, ela gemia, se arrastava, fazia cara de piranha e deixava a calcinha aparecer. Ela já fazia sucesso nessa época, mas essa apresentação a tornou ainda mais famosa e fez com que o público passasse a prestar atenção em tudo que ela fizesse, na expectativa de algum lance surpreendente. Hoje, já tendo visto Madonna protagonizar tantos escândalos, fica difícil acreditar que ela um dia causou furor só porque bancou a piriguete na premiação da MTV. Mas assim foi. Assista!

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Prince, 1991
Para cantar Gett off na festa dos Vídeo Music Awards, da MTV, Prince levou 80 pessoas seminuas para ocupar todo o palco da premiação e simular uma grande orgia. E ele ainda foi vestido com uma roupitcha amarela que deixava suas nádegas de fora. No dia seguinte, só se falava nisso quando o assunto era o VMA’s. Porém, a provocação do baixinho logo foi esquecida.

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Sinéad O’Connor, 1992
Em sua participação especial no humorístico Saturday Night Live, a cantora irlandesa cantou uma cover arrepiante de War, de Bob Marley, acapella. A letra fora ligeiramente adaptada para fazer menção às recentes e crescentes denúncias de abuso sexual de crianças cometido por padres. Tudo ia bem até que, no último verso da canção (“Nós acreditamos na vitória do bem contra o mal”), Sinéad mostrou uma foto do papa João Paulo II, de modo a dar a entender que ele representava o “mal”. Na sequência, ela ordenou: “Lute contra o verdadeiro inimigo”. E rasgou a foto, jogando os pedaços na direção da câmera que a filmava de frente. Tudo isso aconteceu ao vivo na TV. A plateia do programa, acostumada a aplaudir todo e qualquer número musical, ficou completamente em silêncio, chocada – sem palmas, sem vaias, sem suspiros nem burburinhos. Assista!

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KLF, 1992
O grupo eletrônico KLF fez muito sucesso em 1991, ano em que foi o maior vendedor de singles no mundo. Ninguém sabia ainda que o projeto não fora criado para durar, mas para zombar da indústria fonográfica. James Cauty e Bill Drummond, seus idealizadores, queriam apenas mostrar que eram capazes de conquistar as massas. Conquistaram e, como era de se esperar, foram convidados a se apresentar na festa de entrega do Brit Award de 1992, transmitido ao vivo pela BBC. Ao subir no palco para tocar 3 a.m. eternal, seu maior sucesso, o KLF chocou público e indústria ao sabotar sua própria apresentação. Eles tocaram uma desagradável e irreconhecível versão thrash metal da música, enquanto usavam uma espingarda para disparar tiros de festim na platéia atônita. Ao fim do bizarro número musical, o KLF declarou que estava se retirando do mercado fonográfico, promessa cumprida dias depois, quando o grupo destruiu todo o seu catálogo, a despeito da fortuna que seus discos lhes proporcionavam. Naquela mesma noite, Cauty e sua turma depositaram a carcaça de uma ovelha na entrada da festa pós-premiação, juntamente com 30 litros de sangue do animal e a inscrição “Eu morri por você – bon appetit”. Assista!

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Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera, 2003
Para abrir a vigésima entrega do MTV Vídeo Music Awards, Madonna cantou Hollywood numa apresentação que aludia a sua primeira e histórica performance no VMA’s. Porém, desta vez, Madonna era o “noivo”, trajando fraque preto para desposar as noivinhas Britney Spears e Christina Aguilera. E o auge desse casamento triplo, lésbico e simbólico foi a hora do beijo, quando Madonna e Britney se beijaram na boca, uma das imagens mais vistas e comentadas dos anos 2000. Madonna beijou Christina em seguida. Assista!

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Janet Jackson e Justin Timberlake, 2004
É considerado uma grande honra fazer o show do intervalo do Super Bowl, transmissão ao vivo que é a maior audiência da TV americana. Em 2004, o privilégio foi de Janet Jackson. Para encerrar sua apresentação, ela fez um dueto com Justin Timberlake, cantando Rock your body, sucesso dele. No último verso (“Porque eu tenho que te deixar nua até o fim desta canção”), Justin passou a mão no figurino de Janet e a deixou com um seio parcialmente à mostra por 2 segundos. Foi o suficiente para chocar a América (!). Desde então, a maior parte das transmissões ao vivo de grandes eventos na TV americana não acontece mais em tempo real, mas com um atraso de 5 segundos, para que seja possível cortar qualquer detalhe considerado inadequado. Janet Jackson, cuja imagem sempre foi exemplar, saiu do incidente com sua reputação abalada. O curioso é que Justin Timberlake só fez brilhar ainda mais depois disso. Mundinho machista… Assista!

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Adam Lambert, 2009
Perdedor mais bem sucedido do American Idol, Adam Lambert assimilou todas as lições acima e subiu ao palco do último American Music Awards disposto a causar. Ele entendeu que polêmica ao vivo na TV é capaz de roubar a cena e virar assunto por anos a fio. Então, durante sua apresentação da música For your entertainment, ele levou o rosto de um bailarino até sua genitália, aludindo a sexo oral gay. Com isso, ele até foi assunto, mas o público não lhe deu tanta atenção assim, talvez por ter percebido que estava sendo vítima de uma tentativa de manipulação. Depois de 50 anos, somos gatos escaldados. Assista!

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Em vez de fazer uma lista dos melhores videoclipes dos últimos 10 anos, preferi começar enumerando aqueles que considero os mais influentes. São vídeos que ditaram ou refletiram tendências, estabeleceram marcos e provaram que o formato continua forte. Em ordem cronológica:

white stripes - fell in love with a girl2002: Fell in love with a girl, The White Stripes
Direção: Michel Gondry
Esta animação em stop-motion, toda feita com peças de Lego, fisgou o mundo pela criatividade e pela técnica, que, embora fosse artesanal, parecia digital. São apenas 2 minutos de rock urgente e arte pop, responsáveis por tornar famosa a dupla The White Stripes, que em seguida se tornaria um dos mais relevantes nomes da música nos anos 2000. E olha que seus integrantes sequer apareciam no clipe! Foi o triunfo da qualidade. O vídeo tem a cara do período e, de quebra, encabeçou um movimento espontâneo que solidificou o Lego como ícone pop retrô – hoje há móveis em forma de Lego, fotografias clássicas recriadas em Lego, capas de disco famosas em versões Lego etc. Assista!
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tatu - all the things she said2002: All the things she said, t.A.T.u.
Direção: James Cox
Meninas cada vez mais novas decidem experimentar o sexo com iguais. Há quem diga que isso acontece porque as adolescentes se sentem hoje mais confortáveis para sair do armário. E há quem diga que é puro modismo juvenil, uma questão de atitude, sem profundidade. Seja como for, grande parte das garotas deste tempo se identificaram com este clipe, que mostra a dupla de cantoras russas t.A.T.u vestida de colegial e se beijando diante de uma sociedade careta. A mensagem do vídeo é de libertação, passando a ideia de que o preconceito – representado por uma grade – isola os preconceituosos, não suas vítimas. Na vida real, as cantoras não são lésbicas, mas seu romance forjado fez tremendo sucesso e o videoclipe foi adotado como bandeira. Assista!
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johnny cash - hurt2003: Hurt, Johnny Cash
Direção: Mark Romanek
É o único videoclipe dos anos 2000 a figurar frequentemente nas listas dos 10 melhores clipes de todos os tempos, algumas vezes em primeiro lugar. Ninguém esperava que Johnny Cash, aos 71 anos, gravasse mais um disco. Muito menos que incluísse nele um cover de Hurt, música da soturna e hypada banda eletrônica Nine Inch Nails. Nem que ele se apropriasse da canção de modo a fazer dela sua nova marca registrada. Nem que Cash fizesse um videoclipe para ela, no qual se despede simbolicamente da carreira e da vida. Nem que ele e sua esposa, June Carter, que aparece ao seu lado no clipe, morressem pouco depois do lançamento. É um clipe lindo, singelo e que faz muita gente chorar. Quantos conseguem isso? Assista!
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george michael - shoot the dog2002: Shoot the dog, George Michael
Nenhuma outra época teve tantos videoclipes politizados quanto os anos 2000. Destes, a maioria protestava contra o governo Bush e seus anos de guerra, como Wake me up when september ends (Green Day), Boom! (System of a Dawn), Mosh (Eminem) e American Life (Madonna). Mas quem deu a largada nessa tendência foi George Michael, que em 2002 fez um clipe de animação em que o então primeiro ministro britânico Tony Blair era retratado como o cachorrinho obediente de George W. Bush, por sua vez mostrado como um imbecil belicista. O clipe fez um certo barulho. E conforme a opinião pública foi se voltando contra Bush, outros artistas seguiram o exemplo do cantor e lançaram videoclipes com o mesmo objetivo: frear o presidente. Assista!
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ok go - here it goes again2006: Here it goes again, OK GO
Direção: Trish Sie
Logo no ano de 2005, quando o YouTube foi lançado, a então desconhecida banda de rock americana OK GO fez sucesso no site com um videoclipe caseiro para sua música A million ways, cuja coreografia virou hit na web e é copiada até hoje. No ano seguinte, ainda de forma amadora, eles fizeram outro clipe tosco, porém genial, todo coreografado sobre esteiras, daquelas em que as pessoas se exercitam nas academias. Era Here it goes again. Resultado: a bandinha de garagem ganhou notoriedade mundial. Assim, eles mostraram que vivíamos uma nova era, em que uma câmera digital qualquer e uma boa ideia são capazes de levar alguém ao estrelato via internet. O videoclipe alcançou uma nova dimensão. Estava aberto o novo caminho, e ele vem sendo trilhado desde então por milhares de artistas, com maior ou menor sucesso. Assista!
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arcade fire - my body is a cage2007: My body is a cage, Arcade Fire
Edição: J. Tyler Helms, com imagens de Sergio Leone
Nos anos 2000, a classe média ganhou vasto acesso a internet rápida, equipamentos de captação de vídeo e ferramentas de edição. Com isso, ganharam força os fan-made videos, videoclipes caseiros feitos por fãs. Talvez o exemplo mais bem acabado disso seja o clipe que o até então anônimo J. Tyler Helms fez para My body is a cage, canção da banda Arcade Fire. Todo feito com imagens do cineasta italiano Sergio Leone, extraídas (sem permissão) do filme Era uma vez no Oeste (1969),  este clipe não-oficial virou hit na web, tornou conhecida uma canção que nem era música de trabalho da banda e inspirou muita gente a tentar fazer em casa outros casamentos perfeitos entre música e imagem. Não é um clipe oficial, mas funcionou como se fosse, talvez até melhor, quisesse a banda ou não. Assista!
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justice - dance2007: D.A.N.C.E., Justice
Direção: Jonas & François
Um videoclipe que é mais famoso que o artista. A dupla eletrônica francesa Justice ganhou notoriedade com este vídeo, embora seus rostos estejam sempre fora de quadro. O foco está nas mensagens que se multiplicam em profusão em suas camisetas, graças a uma animação simples, eficiente, criativa e cativante. Uma das mensagens diz “Internet killed the video stars”, em alusão a Video killed the radio star, clipe do Buggles que inaugurou a MTV em 1980. Essas “camisetas mágicas” geraram diversas imitações na TV (aberturas, vinhetas, comerciais) e inspiraram a criação de incontáveis camisetas mundo afora, tornando-se uma forte referência dos anos 2000. Assista!
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avril lavigne - girlfriend2007: Girlfriend, Avril Lavigne
Direção: The Malloys
Foi nos anos 2000 que a MTV e outros canais reduziram o espaço dedicado aos videoclipes em sua programação, preferindo os reality-shows. Mas foi também a época do advento da internet rápida e dos formatos compactos de vídeo digital, terreno que possibilitou a criação e vertiginosa ascensão do YouTube e outros sites de vídeo. Isso contribuiu muito para uma mudança radical na forma como consumimos entretenimento. Para medir a popularidade de um videoclipe, por exemplo, já não interessa muito a quantidade de vezes que ele foi exibido na TV. Além disso, o público já não telefona para as emissoras de TV pedindo para elas passarem seus clipes favoritos. O índice que importa agora é a quantidade de vezes que esse vídeo foi assistido no YouTube. Nesse ranking, Girlfriend, de Avril Lavigne, é o videoclipe mais popular desde a criação do site, em 2005, tendo sido visto mais de 127 milhões de vezes. Desde então, uma das grandes metas atuais de sucesso é desbancar Girlfriend da primeira posição. Ou seja: o videoclipe fez de Avril Lavigne um parâmetro da indústria – passageiro, certamente. Assista!
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weezer - pork & beans2008: Pork & Beans, Weezer
Direção: Mathew Cullen
Já foram feitos muitos videoclipes inspirados no cinema, na publicidade, fotografia, dança, artes plásticas e programas de televisão. Pork & beans, do Weezer, é inspirado na internet. Para este clipe, a banda reuniu uma penca de celebridades da web, numa brincadeira que faz muito sentido para milhões de internautas mundo afora. Estão no vídeo os sujeitos que misturaram Mentos com Coca-Cola, o fã que chorava implorando para que a mídia deixasse Britney Spears em paz e muitas outras celebridades instantâneas e passageiras das novas mídias. Não foi o primeiro clipe a integrar TV e internet, mas foi o que teve mais visibilidade e gerou mais repercussão, a ponto de vencer o Grammy de melhor videoclipe e fazer de Pork & beans a música de maior sucesso dos 17 anos de carreira do Weezer. Assista!
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beyonce - single ladies2008: Single ladies (put a ring on it), Beyoncé
Direção: Jake Nava
Nos últimos dez anos, não houve videoclipe mais imitado, parodiado e citado do que este. A coreografia dançada por Beyoncé – inspirada em um número de dança criado por Bob Fosse nos anos 60 – foi replicada na internet e na TV por apresentadores, cantores, humoristas, atores e anônimos. Nas festas, é comum alguém repetir os passos quando a música toca. No YouTube há uma quantidade incrível de referências a Single ladies, um clipe que não trouxe nenhuma novidade, mas que prende o olhar e é, talvez, o mais famoso dos anos 2000. Assista!

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amy winehouse

O jornal britânico The Telegraph já fez sua lista das cem canções mais influentes dos anos 2000. No site do Telegraph, você encontra a lista completa e comentada. Aqui, só os dez primeiros lugares. Deu Amy Winehouse na cabeça! Muito justo.

1. Rehab (2006) – Amy Winehouse
2. I Bet You Look Good On The Dancefloor (2005) – Arctic Monkeys
3. Crazy In Love (2003) – Beyoncé
4. Yellow (2000) – Coldplay
5. Paper Planes (2008) – M.I.A.
6. Bleeding Love (2008) – Leona Lewis
7. Hurt (2002) – Johnny Cash
8. Seven Nation Army (2003) – The White Stripes
9. Can’t Get You Out Of My Head (2001) – Kylie
10. Hey Ya (2003) – Outkast

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os sonhadores

A lista é do G1 (mais fotos e detalhes aqui). Eu teria incluído A insustentável leveza do ser. E teria informado os nomes dos diretores dos filmes brasileiros também, não apenas os dos estrangeiros.

Jules e Jim – Uma mulher para dois (1962), de François Truffaut
Dona Flor e seus dois maridos (1976), de Bruno Barreto
Os sonhadores (2003), de Bernardo Bertolucci
Três formas de amar (1994), de Andrew Fleming
Cidade Baixa (2005), de Sérgio Machado
Caramuru – A invenção do Brasil (2001), de Guel Arraes
E sua mãe também (2001), de Alfonso Cuarón
Vicky Cristina Barcelona (2008), de Woody Allen
Canções de amor (2007), de Christophe Honoré
Os normais 2 – A noite mais maluca de todas (2009), de José Alvarenga Jr.

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Estes atores e atrizes brasileiros são os que arrastaram mais gente aos cinemas de 1995 para cá, período que se convencionou chamar de Retomada. Ter qualquer um desses nomes em um projeto aumenta enormemente as chances de se conseguir patrocínio para o filme, pois os números provam que o público adora vê-los nas telas (ou adora o tipo de longa ao qual costumam se associar). Afinal de contas, ninguém fez mais bilheteria do que eles nos últimos 15 anos, segundo a revista IstoÉ:

 

Glória PiresGlória Pires: 13,5 milhões de espectadores

* O quatrilho (1995)

* O Guarani (1996)

* Pequeno dicionário amoroso (1997)

* A partilha (2001)

* Se eu fosse você (2006)

* O primo Basílio (2007)

* Se eu fosse você 2 (2009)

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Selton Mello.jpgSelton Mello: 12 milhões de espectadores

* Flora (1996)

* O que é isso, companheiro (1997)

* Guerra de Canudos (1997)

* O auto da Compadecida (2000)

* Lavoura arcaica (2001)

* Caramuru – A invenção do Brasil (2001)

* Lisbela e o prisioneiro (2003)

* Garotas do ABC (2003)

* Árido movie (2004)

* Nina (2004)

* O coronel e o lobisomem (2005)

* O cheiro do ralo (2006)

* Meu nome não é Johnny (2008)

* Os desafinados (2008)

* A erva do rato (2008)

* A mulher invisível (2009)

* Jean Charles (2009)

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tony-ramosTony Ramos: 11,6 milhões de espectadores

* Pequeno dicionário amoroso (1997)

* O noviço rebelde (1997)

* Bufo & Spallanzani (2001)

* Se eu fosse você (2006)

* Se eu fosse você 2 (2009)

* Tempos de paz (2009)

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Wagner Moura.jpgWagner Moura: 11 milhões de espectadores

* As três Marias (2002)

* Carandiru (2003)

* O homem do ano (2003)

* O caminho das nuvens (2003)

* Nina (2004)

* A máquina (2005)

* Cidade Baixa (2005)

* Desejo(2005)

* Tropa de elite (2007)

* Carandiru

* Ó pai, ó (2007)

* Ópera do malandro (2007)

* Deus é brasileiro (2003)

* Abril despedaçado (2001)

* Saneamento básico, o filme (2007)

* Romance (2008)

* Blackout (2008)

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Marieta SeveroMarieta Severo: 9,5 milhões de espectadores

* Carlota Joaquina, princesa do Brazil (1995)

* Guerra de Canudos (1997)

* Castelo Rá-Tim-Bum, o filme (1999)

* Villa-Lobos – Uma vida de paixão (2000)

* As três Marias (2002)

* A dona da história (2004)

* Quase dois irmãos (2004)

* Cazuza – O tempo não para (2004)

* O auto da Compadecida

* Irma Vap – O retorno (2006)

* A grande família – O filme (2007)

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Débora FalabellaDébora Falabella: 8,4 milhões de espectadores

* 2 perdidos numa noite suja (2002)

* Lisbela  o prisioneiro (2003)

* Cazuza – O tempo não para (2004)

* A dona da história (2004)

* O primo Basílio (2007)

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Se eles existissem de verdade e estivessem à venda nas lojas, seria uma felicidade. Ou uma loucura. Ou um fracasso. Depende. Na ficção, há bolsas, relógios, sapatos, chapéus, cintos e joias absolutamente incomuns e poderosos. Listo aqui os mais famosos. Como seria se pudéssemos ter esses acessórios maravilhosos? 

 

OS BRACELETES DA MULHER MARAVILHA

Os braceletes da Mulher MaravilhaNão são apenas estilosos, são também indestrutíveis. Não tem tiro ou raio que os destrua, o que faz deles verdadeiros escudos. Porém, na vida real, eles provavelmente só serviriam como enfeite mesmo. Afinal de contas, os braceletes não viriam com a agilidade da Mulher Maravilha, tão hábil em rebater os ataques dos seus inimigos. Em tempos de bala perdida, nem esses braceletes dariam jeito.

 

A BOLSA E O GUARDA-CHUVA DA MARY POPPINS

mary poppinsEssa bolsa faria o maior sucesso em qualquer cor ou modelo, pois ela tem fundo infinito. Cabe tudo ao mesmo tempo ali dentro! Deve dar até pra morar na bolsa. Mas imagine quantos ladrões usariam a bolsa pra furtar desvairadamente as mercadorias das mais diversas lojas! Tem gente que surrupia objetos pequenos, mas, com essa bolsa, dá pra levar objetos enormes “na encolha”. Imagine também a dificuldade que seria revistar uma bolsa assim… Já o guarda-chuva da Mary Poppins, capaz de alçar voo, exigiria braços malhados para sustentar o peso do corpo inteiro.

 

A BOLSA AMARELA DE RAQUEL

A bolsa Amarela de RaquelEsta bolsa, inventada pela escritora Lygia Bojunga, oferece uma facilidade que a bolsa de Mary Poppins não tem: nela cabem todas as vontades de uma pessoa, que podem ficar guardadinhas em segurança, na impossibilidade de serem satisfeitas. No livro, a personagem Raquel a usa da seguinte maneira: sob um zíper, ela esconde a vontade de ser gente grande; sob outro, a vontade de escrever; e dentro de um bolso de botão, ela guarda a vontade de ter nascido menino. Se existisse uma bolsa assim à venda, talvez uma única compra (esta!) substituísse sessões e mais sessões de terapia.

 

MANTO DA INVISIBILIDADE DE HARRY POTTER

Manto da invisibilidade de Harry PotterO chato está chegando? Não fuja, apenas fique invisível! Seria uma boa, mas, com certeza, a maioria das pessoas usaria o manto para bisbilhotar a vida alheia. E muita gente aproveitaria a facilidade para cometer crimes.

 

OS GADGETS DE JAMES BOND

James Bond e QNa série de filmes (e livros) do agente 007, o personagem Q é um velhinho genial que inventa os mais interessantes acessórios para James Bond. Grande parte deles era futurista em seu tempo, mas ficou obsoleta ou banal, como o relógio com tela de cristal líquido, os óculos com microcâmera embutida e a caneta com gravador de voz. Os demais acessórios são armas perigosas, caso da caneta que dispara tiros, do sapato com lâminas na ponta e da cigarreira explosiva. Mas ainda tem coisa que se salva, como os óculos com raio-x. Enfim, nada para o público comum.

 

O SAPATINHO DE CRISTAL DA CINDERELLA

Sapatinho de cristal da CinderelaNa prática, ele seria desconfortável, frágil e perigoso. Porém, se realmente ajudasse a mulherada a encontrar seu príncipe encantado, sim, elas pagariam qualquer dinheiro por um par de sapatos duros que quebrassem à toa.

 

OS SAPATOS VERMELHOS DE DOROTHY

Os sapatinhos vermelhos da DorothyEm O Mágico de Oz, romance de 1900, o escritor L. Frank Baum criou um par de sapatinhos prateados que são capazes de levar qualquer pessoa a qualquer lugar, para sorte da menina Dorothy. Isso deve ser melhor do que GPS, mas é de um tempo em que as pessoas caminhavam mais, quando ninguém tinha carro. Esses sapatos são mais conhecidos na cor vermelha, como eles apareceram no filme de 1939 – afinal, era preciso explorar ao máximo o Technicolor, novíssimo recurso do cinema.

 

O GORRO DO SACI PERERÊ

O gorro do Saci PererêDiz a lenda que se você conseguir roubar o gorro (ou touca) do Saci, ele vira seu escravo, faz qualquer coisa pra conseguir obter seu acessório de volta. Ou seja: é uma questão pessoal, não adiantaria nada comprar um gorro igualzinho ao do Saci. Se o personagem fosse real, ele estaria em maus lençois. Ou você acha que alguém roubaria o gorro do Saci para obrigá-lo a fazer uma boa ação?

 

VARINHA DE CONDÃO

Fada Madrinha e a vara de condãoEste acessório é um clássico, quase tão antigo quanto a civilização. Diversos magos, bruxas e fadas têm a sua, desde que existe ficção. Na Odisseia, de Homero, já aparecia uma. Ou seja: ela é cobiçada desde o século VIII a.C. Mas a verdade é que a vara de condão não serve de nada se seu detentor não tiver poderes mágicos ou, ao menos, um bom conhecimento de magia.

 

O ANEL DO PODER

Frodo e o anelEm O Senhor dos Anéis, história criada por J. R. R. Tolkien em 1937, um anel é capaz de dar poder ilimitado sobre todas as coisas. Não por acaso, existe uma busca milenar pelo acessório. Detalhe: quando você põe o anel no dedo, você enxerga uma outra realidade, mais ou menos como uma viagem de ácido instantânea e sem danos à saúde (Frodo que o diga). Só que esse anel só funciona na Terra Média, e não é lá que vivemos.

 

O SAPATOFONE DO AGENTE 86

O sapatofone do Agnte 86Ele é de uma época (1965) em que ninguém se importaria de ficar descalço para falar ao telefone, desde que fosse seu próprio telefone portátil e sem fio, que funcionasse em qualquer lugar. Celular, naquele tempo, era ficção científica. Embora fosse uma piada, o sapatofone certamente faria o maior sucesso se existisse de verdade nos anos 60. Hoje, porém, ele encalharia nas lojas.

 

O BAT-CINTO DE UTILIDADES DO BATMAN

batbeltCriado em 1939, este é o acessório mais versátil, famoso e, talvez, cobiçado de todos da ficção. Tem de tudo nele: cápsulas de gás paralisante, antídotos contra venenos, aquecimento, cordas de náilon, microcâmera, bombas de fumaça, o escambau! Ao longo dos últimos 70 anos, Batman o usou em vários modelos. Nada mais fashion e útil. Se existisse de verdade, o mundo estaria livre das pochetes.

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Passou bem o Dia das Mães? Não? Ah, mas podia ser pior! Imagine se sua mãe fosse como qualquer uma destas aqui. São as 10 mães que nos causam mais arrepios nos filmes, novelas, livros e peças. Só as piores! Algumas existiram de verdade. ALERTA DE SPOILER: Não deu pra fazer a lista sem contar o final de algumas histórias…

mamãezinha queridaJoan Crawford

Pelo menos na cinebiografia Mamãezinha querida (1981), a atriz Joan Crawford era o cão como mãe. Para ensinar a filha adotiva a só usar cabides de madeira, ela espanca a criança com um cabide de arame. Joan faz de tudo para minar a auto-estima da menina. O ápice é quando tenta estrangulá-la no meio de uma entrevista sobre sua intimidade. (vídeo)

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floraFlora

Para conquistar poder e riqueza, Flora destruiu a vida da filha, Lara. Jamais nutriu qualquer sentimento bom por ela, apelidada pela mãe de “purgantezinho”. Dando uma de boazinha, Flora chegou a planejar a morte da filha, o que só não aconteceu por uma questão de timing. Patrícia Pillar fez a vilã na novela A favorita (2008). (vídeo)

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Lilly DillonLilly Dillon

Ela só pensa em se dar bem. Para ficar com uma bolada, seduz o próprio filho e depois o mata. OK, a morte foi acidental, a intenção era “só” deixá-lo à míngua. Mas ela viu que ele estava morrendo por culpa dela, podia socorrê-lo e, mesmo assim, não o fez. Grande atuação de Anjelica Huston em Os imorais, (1990), filme de Stephen Frears. (vídeo)

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Beverly SutphinBeverly Sutphin

A personagem de Kathleen Turner no filme Mamãe é de morte (1994), de John Waters, até é uma mãe amorosa e protetora. Só que ela passa dos limites. Imagine se sua mãe atropelasse e matasse sua professora de matemática só porque ela o criticou na escola! Assim é Beverly, a mamãe serial killer que dá nome ao filme. (vídeo)

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brancaBranca Letícia

Na novela Por amor, Branca (Susana Vieira) era louca pelo filho Marcelo, mas rejeitava os outros dois: Milena e Léo. Dizia na cara de Léo que ele não precisava ter nascido, pois ela estava satisfeita em ser mãe de apenas dois. O rapaz se humilhava implorando pelo amor dela, mas isso a fazia ter ainda mais repulsa por ele. Constrangedor. (vídeo)

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medeiaMedeia

Para se vingar de Jasão, seu marido infiel, ela mata friamente os filhos que teve com ele. Na mitologia grega clássica, esse crime não existe. Ele só foi adicionado à história quando Eurípedes escreveu a tragédia homônima, no ano 431 a.C. É o ponto alto do texto, adaptado incontáveis vezes nos últimos 2 mil anos. (vídeo)

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goebbelsMagda Goebbels

Que tal uma mãe que, em nome de uma suposta honra nazista, envenena seus sete filhos e os mata enquanto os põe para dormir? Assim fez a Sra. Goebbels (Corinna Harfouch), esposa de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista. A cena – aterrorizante – está no filme A queda – Os últimos dias de Hitler (2004). (vídeo)

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Margaret WhiteMargaret White

Fanática religiosa e completamente perturbada, ela espanca regularmente a filha, Carrie. Mas o pior é a tortura psicológica. A menina acaba virando um monstro. Considerada por Margaret uma manifestação de Satã, Carrie é esfaqueada pela mãe. O livro Carrie, a estranha (1974), de Stephen King, virou filme em 1976. (vídeo)

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Odete RoitmanOdete Roitman

Era uma mãe amorosa para Afonso, mas não para Heleninha. Embora fosse a principal motivação do alcoolismo da filha, Odete sempre piorava a situação quando via Heleninha bêbada, humilhando-a com ódio e repulsa genuínos. Sempre sufocou a filha com cobranças. A vilã, interpretada por Beatriz Segall na novela Vale tudo, fez história. (vídeo)

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sra. batesSra. Bates

Ela perturbou tanto o filho Norman, mas tanto, que o deixou maluquinho. Mesmo depois de morta, suas cobranças continuaram ecoando na cabeça do rapaz. Em nome dela, vestido como ela e falando como ela, Norman mata as mulheres que lhe dão tesão. Afinal, a Sra. Bates achava feio o instinto sexual do filho. Está no filme Psicose (1960), clássico de Alfred Hitchcock. (vídeo)

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