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Posts Tagged ‘Janet Jackson’

Cantores adoram aparecer, de preferência em escala mundial. Seja pela futilidade da fama, pelo reconhecimento ao seu trabalho ou por uma causa nobre. Para isso, nada como injetar polêmica em um número musical transmitido ao vivo pela TV. Tanto que, nos últimos anos, as festas de entrega dos grandes prêmios da música se assemelham mais a competições para ver quem consegue causar mais impacto no palco. Na mais recente delas, o American Music Awards, o novato Adam Lambert apelou para o homoerotismo masculino, na tentativa de levar sua fama para além do American Idol. Ele não me impressionou, mas me motivou a puxar pela memória e remontar a longa estrada de polêmicas que o rock e o pop construíram na TV. Se hoje os artistas têm que rebolar – no sentido figurado – para polemizar enquanto cantam diante das câmeras, nos anos 50 bastava rebolar – literalmente – para atingir esse objetivo.

Elvis Presley, 1956
É difícil de entender, mas é verdade: o mundo já foi careta a ponto de se escandalizar com o requebrado de Elvis Presley. Diziam que aquilo era pornografia, coisa do demo, que ia degenerar a juventude… Até proibiram as emissoras de TV de mostrar o cantor da cintura pra baixo! Clique aqui e veja o ritmo da pélvis de Elvis enquanto ele canta Hound dog no The Milton Berle Show.

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The Doors, 1967
A banda só tocou Light my fire no Ed Sullivan Show porque Jim Morrison concordara em substituir “higher” por “bettter” no verso “girl, we couldn’t get much higher”. A ideia era anular a alusão que a música faz às drogas (ou ao sexo, dependendo da sua interpretação). Afinal, tratava-se de um programa de TV muito popular e com público familiar. Mas, na hora H, ao vivo, Morrison cantou a música exatamente como ela era, deixando chocados os telespectadores mais caretas. Ed Sullivan ficou revoltado, recusou-se a cumprimentar o cantor no final e cancelou seus planos de convidar a banda outras vezes. Assista!

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The Who, 1967
Em 1964, a banda inaugurou a tradição de roqueiro destruir seus instrumentos no palco. O que começou como acesso de fúria real virou lugar comum. Em 1967, quando eles tocaram My generation no programa de TV Smothers Brothers Comedy Hour, o artifício já tinha se tornado piada. Porém, naquela ocasião, a banda exagerou: eles não apenas destruíram a guitarra e os amplificadores, mas também usaram explosivos para jogar a bateria pelos ares. Talvez tenha nascido ali a ideia de que, para vencer no mundo da música, é preciso “causar” ao vivo na TV, surpreendendo o público com algo imprevisível que vá além do talento musical. Assista!

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Madonna, 1984
No primeiro MTV Vídeo Music Award, Madonna roubou a cena ao cantar Like a virgin. Exalando vulgaridade e usando um vestido de noiva que parecia comprado em sex shop, ela rolou pelo palco para cantar que se sentia uma virgem sendo deflorada. Desgrenhada, ela gemia, se arrastava, fazia cara de piranha e deixava a calcinha aparecer. Ela já fazia sucesso nessa época, mas essa apresentação a tornou ainda mais famosa e fez com que o público passasse a prestar atenção em tudo que ela fizesse, na expectativa de algum lance surpreendente. Hoje, já tendo visto Madonna protagonizar tantos escândalos, fica difícil acreditar que ela um dia causou furor só porque bancou a piriguete na premiação da MTV. Mas assim foi. Assista!

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Prince, 1991
Para cantar Gett off na festa dos Vídeo Music Awards, da MTV, Prince levou 80 pessoas seminuas para ocupar todo o palco da premiação e simular uma grande orgia. E ele ainda foi vestido com uma roupitcha amarela que deixava suas nádegas de fora. No dia seguinte, só se falava nisso quando o assunto era o VMA’s. Porém, a provocação do baixinho logo foi esquecida.

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Sinéad O’Connor, 1992
Em sua participação especial no humorístico Saturday Night Live, a cantora irlandesa cantou uma cover arrepiante de War, de Bob Marley, acapella. A letra fora ligeiramente adaptada para fazer menção às recentes e crescentes denúncias de abuso sexual de crianças cometido por padres. Tudo ia bem até que, no último verso da canção (“Nós acreditamos na vitória do bem contra o mal”), Sinéad mostrou uma foto do papa João Paulo II, de modo a dar a entender que ele representava o “mal”. Na sequência, ela ordenou: “Lute contra o verdadeiro inimigo”. E rasgou a foto, jogando os pedaços na direção da câmera que a filmava de frente. Tudo isso aconteceu ao vivo na TV. A plateia do programa, acostumada a aplaudir todo e qualquer número musical, ficou completamente em silêncio, chocada – sem palmas, sem vaias, sem suspiros nem burburinhos. Assista!

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KLF, 1992
O grupo eletrônico KLF fez muito sucesso em 1991, ano em que foi o maior vendedor de singles no mundo. Ninguém sabia ainda que o projeto não fora criado para durar, mas para zombar da indústria fonográfica. James Cauty e Bill Drummond, seus idealizadores, queriam apenas mostrar que eram capazes de conquistar as massas. Conquistaram e, como era de se esperar, foram convidados a se apresentar na festa de entrega do Brit Award de 1992, transmitido ao vivo pela BBC. Ao subir no palco para tocar 3 a.m. eternal, seu maior sucesso, o KLF chocou público e indústria ao sabotar sua própria apresentação. Eles tocaram uma desagradável e irreconhecível versão thrash metal da música, enquanto usavam uma espingarda para disparar tiros de festim na platéia atônita. Ao fim do bizarro número musical, o KLF declarou que estava se retirando do mercado fonográfico, promessa cumprida dias depois, quando o grupo destruiu todo o seu catálogo, a despeito da fortuna que seus discos lhes proporcionavam. Naquela mesma noite, Cauty e sua turma depositaram a carcaça de uma ovelha na entrada da festa pós-premiação, juntamente com 30 litros de sangue do animal e a inscrição “Eu morri por você – bon appetit”. Assista!

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Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera, 2003
Para abrir a vigésima entrega do MTV Vídeo Music Awards, Madonna cantou Hollywood numa apresentação que aludia a sua primeira e histórica performance no VMA’s. Porém, desta vez, Madonna era o “noivo”, trajando fraque preto para desposar as noivinhas Britney Spears e Christina Aguilera. E o auge desse casamento triplo, lésbico e simbólico foi a hora do beijo, quando Madonna e Britney se beijaram na boca, uma das imagens mais vistas e comentadas dos anos 2000. Madonna beijou Christina em seguida. Assista!

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Janet Jackson e Justin Timberlake, 2004
É considerado uma grande honra fazer o show do intervalo do Super Bowl, transmissão ao vivo que é a maior audiência da TV americana. Em 2004, o privilégio foi de Janet Jackson. Para encerrar sua apresentação, ela fez um dueto com Justin Timberlake, cantando Rock your body, sucesso dele. No último verso (“Porque eu tenho que te deixar nua até o fim desta canção”), Justin passou a mão no figurino de Janet e a deixou com um seio parcialmente à mostra por 2 segundos. Foi o suficiente para chocar a América (!). Desde então, a maior parte das transmissões ao vivo de grandes eventos na TV americana não acontece mais em tempo real, mas com um atraso de 5 segundos, para que seja possível cortar qualquer detalhe considerado inadequado. Janet Jackson, cuja imagem sempre foi exemplar, saiu do incidente com sua reputação abalada. O curioso é que Justin Timberlake só fez brilhar ainda mais depois disso. Mundinho machista… Assista!

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Adam Lambert, 2009
Perdedor mais bem sucedido do American Idol, Adam Lambert assimilou todas as lições acima e subiu ao palco do último American Music Awards disposto a causar. Ele entendeu que polêmica ao vivo na TV é capaz de roubar a cena e virar assunto por anos a fio. Então, durante sua apresentação da música For your entertainment, ele levou o rosto de um bailarino até sua genitália, aludindo a sexo oral gay. Com isso, ele até foi assunto, mas o público não lhe deu tanta atenção assim, talvez por ter percebido que estava sendo vítima de uma tentativa de manipulação. Depois de 50 anos, somos gatos escaldados. Assista!

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Vídeos curtos, sem diálogos, de aspecto sinistro, sem qualquer linearidade de tempo e espaço, baseados no movimento do corpo, que experimentam a linguagem cinematográfica afastando-a do lugar comum e com uma narrativa que mistura realidade, memória, sonho e pensamento. Assim são os filmes de Maya Deren. E assim são inúmeros videoclipes influenciados pela arte dessa ucraniana naturalizada americana.

mulholland-drive-chave-azul1O cinema de Maya Deren, atualmente em retrospectiva na Caixa Cultural, em São Paulo, foi todo realizado nos anos 40 e 50, mas são de uma atualidade e inventividade impressionantes. Como se trata de uma cineasta obscura, pouco conhecida, sua influência na cultura pop é discreta, mas relevante. Ecos de Maya Deren são sentidos, por exemplo, nos filmes de David Lynch, como Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr., 2001), em que uma misteriosa chave parece guardar a explicação para uma pouco clara confusão de identidade entre as personagens, assim como acontece na obra-prima de Maya Deren, Meshes of the Afternoon (1943).

Porém, a influência de Maya Deren é mais facilmente identificável nos videoclipes, como nas viagens espaço-temportais dos Chemical Brothers em Let Forever Be e de Michael Jackson em Black or White, ou na visão sinistra da natureza em Isobel, de Björk. Seguem alguns paralelos mais óbvios entre os filmes de Maya Deren e os videoclipes:

Cherish, Madonna (1989): Uma parte do clipe, dirigido por Herb Ritts, remete a um trecho de At Land (1944), de Maya Deren. Maya e Madonna são duas mulheres se relacionando com o mar e a câmera de forma muito parecida:

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Love Will Never Do Without You, Janet Jackson (1990): Outro clipe de Herb Ritts influenciado por Maya Deren. Aqui há experiências coreográficas e fotográficas semelhantes às do filme A Study in Choreography for Camera (1945), que Maya dirigiu com Talley Beatty:

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Gentleman Who Fell (1994), Milla Jovovich: Este clipe dirigido por Kae Garner recria várias cenas de Meshes of the Afternoon (1943), de Maya Deren. Estão lá a chave a sair de dentro da boca; a figura de manto preto e com um espelho no lugar do rosto, à beira da cama a segurar uma flor; a ênfase nos passos da mulher sobre a areia; a mulher a tentar se equilibrar numa escadaria que parece sacolejar:

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Your Ghost (1993), Kristin Hersh: Outro videoclipe que faz referência a Meshes of the Afternoon:

maya-deren-kristin-hersh

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O fotógrafo francês Patrick Demarchelier, nascido em 1943, acaba de completar 30 anos de carreira. Ele precisou de apenas um terço desse tempo para se tornar um grande nome da moda, e hoje é um clássico vivo da fotografia em geral. É um artista de foco preciso e amante do contraste – seja o do preto-e-branco, seja o das cores fortes. Sabe extrair formas ao mesmo tempo belas e inesperadas do corpo humano. Um pouco de sua arte:

patrickdemarchelier-janetjacksonJanet Jackson

 

patrickdemarchelier-madonnaMadonna, 1990

 

patrickdemarchelier01

 

patrickdemarchelier-lindaevangelista1991aLinda Evangelista, 1991

 

patrickdemarchelier-erinoconnor1998Erin O’Connor, 1998

 

patrickdemarchelier-katewinslet1997Kate Winslet, 1997

 

patrickdemarchelier-madonna1994Madonna, 1994

 

patrickdemarchelier-diana1993Diana, 1993

 

patrickdemarchelier-lindaevangelista1991Linda Evangelista, 1991

 

patrickdemarchelier-paulnewman1994Paul Newman, 1994

 

patrickdemarcheliertomcruise1999Tom Cruise, 1999

 

patrickdemarchelier-lennykravitz1993Lenny Kravitz, 1993

 

patrickdemarchelier-nadja2005Nadja, 2005

 

patrickdemarchelier-dianaDiana

 

patrickdemarchelier03

 

patrickdemarchelier-nicolekidman2001Nicole Kidman, 2001

 

patrickdemarchelier-giselebundchenGisele Bündchen

 

patrickdemarchelier-nicolekidman20071Nicole Kidman, 2007

 

patrickdemarchelier20052005

 

 

patrickdemarchelier02

 

patrickdemarchelier-diamondkissDiamond Kiss

patrickdemarchelier-keithrichards2000Keith Richards, 2000

 

[Fonte: Patrick Demarchelier]

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Janet Jackson sempre me pareceu inofensiva, mas… Confesso que passei a ter medo dela depois que vi estas fotos de sua nova turnê, Rock witchu. Esse visual é um pouco demais ou só eu que achei?

[Via Just Jared]

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O Top 100 da revista Billboard, parada de sucessos oficial dos EUA, completa 50 anos este mês. Para comemorar, uma série de listas especiais têm sido preparadas e divulgadas. Uma delas revela quais são os cem artistas que tiveram melhor desempenho no Top 100 americano nas últimas cinco décadas. O critério aqui não é vendagem, execução ou quantidade de hits isoladamente. Foi considerado apenas o número de semanas que cada artista passou na parada ao longo de sua carreira. Quanto mais alta foi a posição alcançada por uma música na época de seu lançamento, maior o peso que ela teve na hora de fazer esta conta. É uma questão matemática e é oficial. A lista dos Top 10 artistas de “todos os tempos” ficou assim:

1. The Beatles
2. Madonna
3. Elton John
4. Elvis Presley
5. Stevie Wonder
6. Mariah Carey
7. Janet Jackson
8. Michael Jackson
9. Whitney Houston
10. The Rolling Stones

Achei curioso: 1) Janet Jackson está acima do irmão mais importante, Michael; 2) Os Beatles, apesar de serem os artistas com a carreira discográfica mais curta (8 anos) nesse olimpo, são o primeiro lugar absoluto; 3) O artista mais recente da lista é Mariah Carey, surgida em 1990; 4) Apenas os Beatles e Elvis não estão mais em atividade; 5) Stevie Wonder é o artista de carreira mais longa (46 anos); 6) Metade desses artistas surgiu nos anos 1960; 7) Há apenas duas bandas na lista.

Para ver a lista completa dos 100, clique aqui.

Para entender os critérios adotados na contagem, clique aqui.

[Fonte: Billboard]

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Resposta: The Beatles. Ninguém teve mais músicas do que eles no primeiro lugar da parada de sucessos oficial dos EUA, a Billboard Hot 100, que completa 50 anos em 2008.

Veja a lista dos artistas que mais vezes chegaram ao topo nos EUA:

20 vezes: The Beatles
18 vezes: Mariah Carey
13 vezes: Michael Jackson
12 vezes: Madonna e The Supremes
11 vezes: Whitney Houston
10 vezes: Janet Jackson e Stevie Wonder
9 vezes: Bee Gees, Elton John e Paul McCartney
8 vezes: The Rolling Stones e Usher

Por que Elvis Presley não aparece nesta lista? Porque a maior parte de seus mais sucessos foi lançada antes da criação da Billboard Hot 100, que data de agosto de 1958.

[Fonte: Billboard]

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