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Posts Tagged ‘Grace Jones’

Entre os anos 70 e 80, Andy Warhol usou câmeras Polaroid para fazer centenas de retratos instantâneos de pessoas famosas. Em geral, ele passava uma maquiagem branca em suas celebridades favoritas, para deixar em evidência apenas os contornos básicos de seus rostos, e depois as fotografava bem de perto, com o flash estourado. Muitas das imagens obtidas eram depois usadas como base para a criação de suas famosas serigrafias multicoloridas, objetivo e produto final de seus experimentos com a Polaroid. Porém, com o passar dos anos, essas fotos passaram a ser vistas menos como matéria-prima e processo de trabalho, mais como peças de valor histórico e artístico por si sós.

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Hoje, de 25 a 40 anos depois, as polaroids de Andy Warhol retratam uma época. Seus instantâneos capturaram um período significativo da história do estilo, do culto às celebridades, do uso artístico da tecnologia, da estética pop, da cultura da superficialidade. De quebra, ainda é divertido passar os olhos por essas fotos e ver como eram Sylvester Stallone, Mick Jagger, Jane Fonda, Arnold Schwarzenegger, Carly Simon, Pelé e outros famosos. Bem, Pelé, na verdade, não mudou nada…

Sylvester Stallone, 1980

 

Farrah Fawcett, 1980

 

Arnold Schwarzenegger, 1977

 

Diana Ross, 1981

 

Alfred Hitchcock, 1973

 

Debbie Harry, 1980

 

Pelé, 1977

 

Liza Minelli, 1977

 

John Lennon, 1980

 

Yoko Ono e John Lennon,1971

 

Sean Lennon, 1985

 

Carly Simon, 1980

 

Muhammad Ali, 1977

 

Jane Fonda, 1982

 

Mick Jagger, 1975

 

Grace Jones, 1984

 

Dennis Hopper, 1977

 

Lana Turner, 1985

 

Truman Capote, 1979

 

Martha Graham, 1979

 

Rudolph Nureyev, 1971

 

Dolly Parton, 1985

 

Keith Haring, 1986

 

Jean-Michel Basquiat, 1982

 

Carolina Herrera, 1978

 

Valentino, 1973

 

Yves Saint-Laurent, 1972

 

Gianni Versace, 1980

 

William S. Burroughs, 1980

 

O. J. Simpson, 1977

 

Paul Anka, 1975

 

Man Ray, 1973

 

Neil Sedaka, 1979

 

Roy Lichtenstein, 1975

Robert Mappelthorpe, 1983

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Veja outros portfólios de fotografia publicados aqui no blog:

Andy Warhol

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Kylie Minogue está com o rosto todo colorido na revista Instinct deste mês. Sua maquiagem me remeteu imediatamente a Björk, e então a Michael Stipe (REM), Secos e Molhados e tantos outros astros da música. A pintura facial é tão antiga quanto o homem e se presta a embelezar, reafirmar a identidade, estabelecer uma outra identidade (paralela ou substituta), diferenciar, comunicar ou assustar. Em suma: pinta-se o rosto para chamar atenção. É comum nas tribos indígenas e também nos palcos.

Kylie Minogue - Instinct MagazineKylie Minogue e sua maquiagem estilizada na capa da revista gay Instinct

 

Malu MagalhãesMalu Magalhães costuma pintar ela própria seu rosto para fazer seus shows. A cada apresentação, cria um desenho diferente.

 

Bjork 2Nas fotos de divulgação do álbum Volta, de 2007, Björk surgiu multicolorida, começando pelo rosto.

 

mareNa capa do álbum Maré, de 2008, Adriana Calcanhotto se pintou da maneira como imagina que seria o rosto de Tétis, deusa grega do mar

 

Michael Stipe - REMEm 2005, Michael Stipe cobriu parte do rosto de azul para o show do REM no evento Live Earth, em Londres.

 

Wes BorlandO guitarrista Wes Borland ganhou fama em 1997 como integrante da banda Limp Bizkit. A cada apresentação, ele adota uma nova pintura que o faz parecer um ser completamente diferente. Por conta disso, Borland era uma atração à parte nos shows. Mas não está mais no grupo.

 

Marilyn MansonMarilyn Manson ganhou fama em 1996, quando lançou o álbum Antichrist Superstar. O hit do disco era The beautiful people, seu protesto contra a ditadura da beleza. Desde então, o cantor usa maquiagem para chocar, se enfeiar ainda mais e, assim, garantir um lugarzinho exclusivo ao sol do showbiz.

 

Henry Rollins - LiarNo clipe de Liar (1994), Henry Rollins aparece vermelho como um demônio. Seu personagem mentiroso é praticamente a encarnação do mal, eventualmente disfarçado de policial bonzinho e super-herói.

 

Madonna - FeverMadonna não é de se pintar além da simples maquiagem. Mas ela apareceeu inteiramente prateada no clipe de Fever, em 1993.

 

Annie LennoxAnnie Lennox gosta de se pintar desde os tempos de Eurythmics, sua antiga banda. Em 1992, no show de tributo a Freddie Mercury, chamou atenção com um visual sombrio, arrrematado com uma pintura preta nos olhos.

 

Blue Man GroupO Blue Man Group foi criado em 1987. Desde então, seus integrantes se pintam de azul para percorrer o mundo em espetáculos experimentais de música e teatro.

 

Red Hot Chili PeppersNos anos 80, quando eram apenas uma banda alternativa promissora, os integrantes do Red Hot Chili Peppers já se pintavam, eventualmente, como na foto de cima, em que aparecem completamente coloridos ee irreconhecíveis. Mas a grande maioria do público lembra-se apenas de vê-los prateados no clipe de Give it away, de 1991.

 

Grace Jones by Keith Haring e Robert MapplethorpeNesta foto de 1984, Grace Jones é uma obra de arte viva, pintada por Keith Haring, adereçada com coroa e acessórios criados especialmente por David Spada e fotografada por Robert Mapplethorpe.

 

Dee Snider -Twisted SisterNos anos 80, era tão exagerada a maquiagem de Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, que me parece sensato incluí-lo nesta galeria de caras pintadas. Ele era praticamente a Vovó Mafalda do metal.

 

siouxsie siouxA maquiagem de Siouxie Sioux, da banda inglesa Siouxie & The Banshees, sempre foi marcante, desenhada de modo a lhe conferir uma forma que vá além do meramente humano. Tem sido assim desde a virada dos anos 70 para os 80.

 

Roberto CarlosEm 1978, Roberto Carlos estreou sua turnê Palhaço, de grande sucesso. Ao fim de cada espetáculo, ele surpreendia a plateia ao voltar ao palco maquiado como palhaço para cantar O show já terminou.

 

Alice CooperAlice Cooper sem sua característica pintura ao redor dos olhos não é Alice Cooper, é Vincent Damon Furnier, o homem por trás do cantor-personagem.

 

Kiss 2Quando o Kiss se mostrou ao mundo, em 1974, seus inteegrantes já estavam de cara pintada, cada um encarnando uma peersona: Gene Simmons era The Demon, Paul Stanley era The Starchild, Peter Criss era The Cat, e por aí vai. Por muitos anos, seus verdadeiros rostos foram um grande mistério.

 

OsanaSurgida em 1972, a banda italiana Osanna também era adepta da pintura facial

 

Peter GabrielPeter Gabriel atravessou a década de 70 de ponta a ponta como um mutante, com uma cara nova a cada momento, encarnando os diversos personagens de suas canções. Primeiro, como vocalista do Genesis. Depois, como cantor solo. Mas sempre com forte teatralidade, marcada não apenas pela pintura, mas também por sua interpretação.

 

Secos e MolhadosEncabeçado por Ney Matogrosso, o grupo Secos & Molhados estreou em 1973 como um forte sopro de renovação no cenário musical brasileiro. A pintura teatral era apenas o lado mais evidente de sua ousadia. Há quem diga – inclusive Ney – que o Kiss imitou o visual do grupo. Porém, há registros de que a banda americana já se apresentava pintada em 1972.

 

David Bowie - Ziggy StardustSe for para encontrar um pioneiro, melhor ficar com David Bowie. Ele, sim, causou alvoroço ao se pintar para criar uma nova persona, Ziggy Stadust. O raio lhe atravessando o rosto, como na capa do álbum Aladdin Sane (1973), é a imageem mais emblemática, mas não a única. Foi nessa época que Bowie ganhou a alcunha de camaleão do rock. E fez história.

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A grande musa negra Grace Jones se apresentou dia 19 no Sónar 2009, festival que aconteceu em Barcelona. Aos 61 anos, ela cantou Slave to the rhythm inteirinha rodando um bambolê na cintura:

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Em 2005, a Sociedade Americana dos Editores de Revistas (ASME, na sigla em inglês) fez uma lista daquelas que seriam as 40 melhores capas de revista norte-americanas editadas desde 1965. Mostro aqui algumas delas. Para ver todas, é só ir no site da American Society of Magazine Editors.

 

1. RollingStone (22/01/1981) – A linda foto de John Lennon e Yoko Ono foi feita pela fotógrafa Annie Leibovitz algumas horas antes de o cantor ser assassinado. A imagem acabou sendo usada de uma forma que não era a pretendida: como capa de uma edição em homenagem póstuma ao ex-beatle.

 

2. Vanity Fair (agosto/1991) – O que uma boa capa não é capaz de fazer? Esta, também fotografada pela incrível Annie Leibovitz, fez mais por Demi Moore do que o filme Ghost. Sua foto nua e grávida teve tanta repercussão que não seria exagero dizer que essa capa da Vanity Fair ajudou a alçar a atriz ao primeiro time de Hollywood, status que levou um bom tempo para ser perdido.

 

3. Esquire (abril/1968) – Uma capa polêmica para um assunto polêmico. O pugilista Muhammad Ali (Cassius Clay) havia se recusado a servir ao Exército americano – o que é contra a lei – em plena Guerra do Vietnã, por questões religiosas. Como represália, ele foi impedido de lutar e perdeu seus títulos de campeão. Esta capa da Esquire, idealizada pelo designer George Lois, expunha o lutador flechado como São Sebastião, santo que, além de ser padroeiro dos atletas, morreu por ter se mantido fiel a sua crença. Imagine o tamanho do escândalo nos anos 1960: uma revista de prestígio defendia a deserção do Exército mostrando em sua capa um negro muçulmano que imitava um santo católico!

 

5. Esquire (maio/1969) – O artista plástico Andy Warhol topou aparecer numa capa irônica, que alardeava um suposto declínio da arte de vanguarda nos EUA. Representante máximo da vanguardista pop art, Warhol aparece afundando numa lata de sopa Campbell, um dos mais famosos ícones de sua obra. De quebra, o artista ainda se mostrava totalmente despido do glamour que sempre o cercou no mundo dos ricos e famosos. A direção de arte também é de George Lois.

 

6. The New Yorker (24/09/2001) – A capa parece totalmente vazia, exceto pela logo, mas repare bem: a silhueta das torres gêmeas do World Trade Center está lá. É como se, mesmo no vazio, elas continuassem sendo vistas, como um fantasma ou uma memória que não se consegue deixar para trás. A revista saiu poucos dias após a destruição dos prédios. O trabalho é de Art Spiegelman, inspirado na obra de Ad Reinhardt e editado por Farnoise Mouly.

 

7. National Lampoon (janeiro/1973) – Esta é a capa mais famosa da lendária revista de humor. A chamada diz: “Se você não comprar esta revista, nós vamos matar este cachorro”. Foto de Ronald G. Harris.

 

8. Esquire (outubro/1966) – Esta capa vai contra a idéia de que uma imagem vale mais que mil palavras. A reportagem em questão tinha 33 mil palavras, a mais longa da história da Esquire, e ajudou a mudar a opinião pública americana em relação à Guerra do Vietnã. A matéria, escrita por John Sack, é um dos marcos do New Journalism (novo jornalismo). A chamada diz: “Oh, meu Deus, nós acertamos uma garotinha.”

 

10. National Geographic (junho/1985) – A foto, feita por Steve McCurry, é uma das mais famosas de todos os tempos. Ela mostra o medo estampado nos incríveis olhos azuis de uma menina de 12 anos, refugiada que vivia em condições miseráveis num campo na fronteira do Afeganistão com o Paquistão. Na época, a União Soviética guerreava contra o Afeganistão, que era apoiado pelos EUA. Como se sabe, o feitiço virou contra o feiticeiro em 11 de setembro de 2001.

 

11. Life (30/04/1965) – Antes da publicação dessa edição da Life, repleta de fotos impressionantes feitas por Linnart Nilssons, o mundo não sabia exatamente como era um feto dentro de um útero. O que aparece na capa tinha 18 semanas de gestação. As discussões pró e contra o aborto nunca mais foram as mesmas. O livro de Nilssons com esta e outras fotos vendeu oito milhões de exemplares em apenas quatro dias.

 

12. Time (08/04/1966) – “Deus está morto?” É a pergunta feita pela Time numa capa sem foto ou ilustração alguma. Na reportagem, diversos estudiosos e teólogos anunciavam a ausência de Deus na vida das pessoas e a morte da religião. Imagine a reação dos leitores americanos.

 

13. Life Edição Especial (1969) – Esta edição histórica mostrava e contava tudo sobre a chegada da Apollo 11 na Lua. Na capa, o astronauta Buzz Aldrin, fotografado pelo colega Neil Armstrong. A revista traz imagens que marcaram a história da Humanidade e influenciaram a cultura.

 

15. Harper’s Bazaar (abril/1965) – Esta capa, que mostra a modelo Jean Shrimpton usando um simulacro de capacete espacial cor-de-rosa, foi fotografada por Richard Avedon e é um dos ícones dos anos 1960.

 

16. The Economist (10-16/09/1994) – Quem poderia imaginar que algum dia a mais renomada revista especializada em economia traria em sua capa uma foto de dois camelos em plena cópula? Foi a imagem que The Economist escolheu para alardear sua matéria sobre o lado ruim da fusão entre empresas.

 

17. Time (21/06/1968) – A ilustração é de Roy Lichtenstein. Um revólver fumegante apontado para o leitor alertava para a necessidade urgente de regulamentar a compra e a venda de armas nos EUA. Martin Luther King e Robert Kennedy tinham acabado de ser assassinados. Até aquele momento, por incrível que pareça, nenhuma lei americana impedia que armas fossem compradas por menores de idade, deficientes mentais ou criminosos. O Congresso mudou isso naquele mesmo ano.

 

20. Blue (outubro/1997) – Esta capa é um clássico do designer David Carson, feita para a edição inaugural da revista Blue, voltada para pessoas com espírito de aventura.

 

21. Life (26/11/1965) – “A dura realidade da Guerra do Vietnã”. Com essa chamada e a foto de um prisioneiro vietcongue vendado e amordaçado, a revista Life ajudou a mostrar aos americanos que aquela guerra não era exatamente como todos pensavam. A foto foi feita por Paul Schutzers.

 

24. Interview (dezembro/1972) – Esta edição de Natal da Interview trazia Andy Warhol, fundador da revista, fotografando a modelo (e futura cantora) Grace Jones.

 

25. Time (14/09/2001) – Outra grande capa sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A capa da Time, com fotografia de Lyle Owerkoof, não precisava de chamada. Era impossível alguém nos EUA não saber do que se tratava.

 

29. Playboy (outubro/1971) – Fundada em 1953, a revista Playboy esperou até 1971 para estampar uma mulher negra em sua capa pela primeira vez. A escolhida foi Darine Stern, fotografada por Richard Fegley numa cadeira com o formato do coelhinho símbolo da publicação.

 

29. Fortune (01/10/2001) – O 11 de Setembro rendeu várias ótimas capas. Outra delas foi esta da Fortune sobre as conseqüências financeiras do ataque terrorista. A foto, que mostra um executivo sobrevivente da queda das torres gêmeas, é uma das mais famosas da tragédia.

 

36. People (15/09/1997) – Esta foi a última das 52 capas que a revista People dedicou à princesa Diana ao longo de sua existência. A ex-mulher de Charles era garantia de vendas para a publicação, especializada em bisbilhotar a vida de celebridades. Foi nessa roda-viva que Diana morreu, e a People explorou sua imagem pela última vez com uma capa bastante elegante, fora de seus padrões.

 

37. National Geographic (outubro/1978) – Mais impressionante do que ver um gorila empunhando uma câmera fotográfica na capa de uma revista é descobrir que tal foto é, na verdade, um auto-retrato, feito pelo próprio animal diante de um espelho e com ótima qualidade técnica. A reportagem de capa tratava de recentes descobertas sobre a capacidade lingüística dos gorilas.

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Este editorial acaba de sair do forno. Que venham muitos outros, porque Grace Jones foi feita para as lentes:

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[Fonte: Andrea Klarin / Via Fashion Nation]

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Casamento artístico, mas está valendo. Se esses dois tivessem se encontrado no auge da carreira dela, há 25 anos, teriam feito miséria. Grace Jones ia nua ao Studio 54, aprontava loucuras com Andy Warhol, fazia videoclipes de vanguarda para suas músicas estranhas. Mas, somente agora, em 2008, ela se deparou com o doente do Chris Cunningham, diretor de videoclipes assustadores (Come to Daddy, do Aphex Twin), sombrios (Frozen, da Madonna) e marcantes (All Is Full of Love, da Björk). Ele acaba de fotografá-la para a capa da Dazed & Confused. E o ensaio é o que se podia esperar dos dois: sinistro, não-convencional, contra a estética vigente. Se esses dois conhecessem a macumba, eu nem sei… Agora só falta Grace gravar com Tricky, o demo.

[Fonte: Oh No, They Didn’t, via Teco Apple]

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