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Filme: Shutter Island (EUA), 2010, de Martin Scorsese

A história em uma frase: Policial federal investiga ilha onde funciona presídio especial para criminosos com graves problemas psiquiátricos, desconfiado de que ali os prisioneiros são submetidos a experiências científicas semelhantes aos horrores cometidos pelos nazistas nos campos de concentração.

Assista se… Você for fã incondicional de Martin Scorsese ou de Leonardo DiCaprio.

O que faz valer seu tempo e dinheiro: 1) A elegância de Scorsese em contar uma boa história; 2) A interpretação eficiente – ainda que não memorável – de DiCaprio, Ben Kingsley e Max von Sydow.

Surpresa: Scorsese se aventura por um universo muito diferente do habitual em sua filmografia, embora não pareça à primeira vista.

Cena que fica na memória: Nenhuma, apesar de Scorsese filmar magistralmente.

Ponto fraco: Scorsese não consegue deixar o espectador com medo, embora tente. Isso é surpreendente vindo do diretor que fez Cabo do Medo, pra dizer o mínimo, sem contar os clássicos.

Moral da história: Às vezes, a melhor solução é a que mais nos desagrada.

No fim, a sensação é de que… Este é um filme de Scorsese fadado ao esquecimento, mesmo sendo prazeroso de assistir.

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Filme: Changeling (EUA), 2008, de Clint Eastwood

 

A história em uma frase: Mulher procura seu filho desaparecido, enquanto a polícia tenta obrigá-la a ficar com um menino que eles juram que é o filho dela, mas que não é.

 

Assista se… Você adorar dramalhões.

 

O que faz valer seu tempo e dinheiro: 1) A história, que é boa, mas só porque é real. Se fosse fictícia, não convenceria ninguém. 2) A atuação de Angelina Jolie, que não é nada de mais, mas que nos faz lembrar que ela também pode fazer papeis sérios.

 

Surpresa: Não é apenas um dramalhão! É também um filme sobre como uma polícia corrupta e criminosa, aliada a governantes que agem por interesses individuais, pode ser prejudicial à vida dos cidadãos.

 

Cenas que ficam na memória: Os flashbacks que mostram crianças sendo assassinadas.

 

Pontos fracos: 1) Há clichês demais. 2) Com tanto sofrimento no roteiro, o filme está fadado a ser apenas mais um a ser exibido no Supercine com o batido rótulo de “baseado em fatos reais”.

 

Moral da história: É preciso sempre lutar por justiça, nem que seja para benefício dos outros.

 

No fim, a sensação é de que… 1) Você precisa fazer um programa mais animado imediatamente ou na primeira oportunidade. 2) A vida melhorou muito (se você for americano). 3) Vivemos num país de merda e estamos sujeitos aos mandos e desmandos da polícia e do governo (se você for brasileiro).

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Filme: Valkyrie (EUA/Alemanha), 2008, de Bryan Singer

 

Assista se… Você é vidrado em conspirações de guerra ou não perde nenhum filme do Tom Cruise.

 

O que faz valer seu tempo e dinheiro: Se tanto, o fato de que o filme bem-feitinho e conta a história real de um atentado contra Hitler, engendrado por militares alemães.

 

Surpresa: O filme é fraco, mas não chega a ser a bomba que eu imaginava!

Cenas que ficam na memória: Nenhuma. No futuro, você vai se lembrar apenas do tapa-olho usado por Tom Cruise.

 

Pontos fracos: 1) A história não tem nada de especial. 2) Tom Cruise usa uma única expressão facial o filme inteiro, digno de paródias.

 

Moral da história: Nem todos os alemães compactuavam com as monstruosidades de Hitler.

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Filme: Rachel getting married (EUA), 2008, de Jonathan Demme

 

Assista se… Você aprecia filmes que abordam o bom e o ruim de se ter uma família.

 

O que faz valer seu tempo e dinheiro: 1) A boa atuação de Anne Hathaway, que estamos acostumados a ver em papéis bobinhos, mas que aqui manda bem como a ovelha negra de uma família; 2) A habilidade de Demme em ziguezaguear o tempo todo entre o lado ótimo e o lado péssimo de uma estrutura familiar num curto intervalo de tempo narrativo. 

 

Surpresas: 1) Ver Anne Hathaway se sair tão bem em um papel sério e denso, com direito a cena de sexo e tudo. 2) Ver uma escola de samba surgir do nada e dominar a festa de casamento.

Cenas que ficam na memória: 1) Kym (Anne Hathaway) e Abby (Debra Winger), mãe e filha, perdendo o controle uma com a outra ao desenterrar o passado que ambas tentam esquecer. 2) Rachel (Rosemarie DeWitt) expressando seu amor pela irmã, Kym, com um banho. 3) A festa de casamento, maluquinha e cravejada de referências culturais diversas.

 

Ponto fraco: O sentimentalismo, que precisa ser abafado o tempo todo.

 

Moral da história: Família é um problema, mas também é ótimo.

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Filme: Milk (EUA), 2008, de Gus Van Sant

 

Assista se… Você gosta de cinebiografias, tem interesse pelo ativismo político dos homossexuais ou é fã do Sean Penn.

 

O que faz valer seu tempo e dinheiro: 1) A excelente atuação de Sean Penn, em um de seus melhores trabalhos; 2) Conhecer a história recente da luta pelos direitos dos homossexuais nos EUA.

 

Surpresa: Gus Van Sant fez um filme careta na forma!

Cenas que ficam na memória: 1) Harvey (Sean Penn) encontrando o cadáver de seu companheiro, Jack (Diego Luna); 2) A simples imagem de Milk discursando, em qualquer uma das cenas em que isso acontece; 3) A simples imagem de Sean Penn, o machão, beijando outro homem na boca, em qualquer uma das cenas em que isso acontece.

 

Ponto fraco: O filme é mais preocupado em ser panfletário do que em ser cinema.

 

Moral da história: A vida dos gays já foi muito pior, mas ainda tem muito a melhorar.

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Filme: The wrestler (EUA/França), 2008, de Darren Aronofsky

 

Assista se… Você gostar de histórias simples e boas, ainda que previsíveis.

 

O que faz valer seu tempo e dinheiro: 1) Mickey Rourke no papel de Randy “Ovelha” Robinson, por ser um caso de casamento perfeito entre ator e personagem; 2) O bizarro universo das lutas forjadas, mostrado em detalhes muito curiosos; 3) A direção de Aronofsky, hábil em mostrar a crueza e a humanidade desse mesmo universo; 4) A interpretação de Marisa Tomei como a dançarina de inferninho Cassidy.

 

Surpresa: 1) Para um filme americano, é surpreendente que o final não seja prolongado com explicações desnecessárias e chororô piegas, e que a história seja sobre um perdedor; 2) Marisa Tomei, hein? Que corpão!

Cenas que ficam na memória: 1) A luta em que Randy e seu adversário grampeiam seus corpos; 2) Cassidy dançando na boate; 3) O desfecho de Randy; 4) Randy perdendo o controle ao ser reconhecido por um fã enquanto trabalha num supermercado.

 

Ponto fraco: O filme é previsível em diversos momentos.

Moral da história: Às vezes, é ingenuidade acreditar que tudo poderia ser diferente ou que vai melhorar.

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duvida

Filme: Doubt  (EUA), 2008, de John Patrick Shanley

 

Assista se… Você for do tipo que aprecia bons diálogos.

 

O que faz valer seu tempo e dinheiro: 1) A atuação de absolutamente todos os atores, perfeitos em seus papeis, com destaque para Meryl Streep; 2) Os diálogos afiados e precisos, raros hoje em dia; 3) A tal dúvida que atravessa todo o filme: teria o padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) abusado sexualmente de um de seus alunos? Ou não?

 

Surpresa: Alguém aí se surpreendeu com alguma coisa? Eu não.

Cenas que ficam na memória: 1) Mrs. Miller (Viola Davis) discutindo com a irmã Beauvier (Meryl Streep), uma mãe que defende (ou não) seu filho de maneira inesperada e chocante; 2) Os embates entre irmã Beauvier e padre Flynn, em que o telespectador não sabe qual dos dois é o monstro.

 

Ponto fraco: A falação. Os diálogos são ótimos, mas quase não cessam.

 

Moral da história: Aquele que luta por justiça pode ser, sem saber, o mais injusto de todos. Ou não.

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