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Posts Tagged ‘Blue Man Group’

Avatar é um gigante do cinema que merece ser visto e reverenciado. Mas, verdade seja dita, aqueles personagens azuis de James Cameron não têm o menor carisma, nem são lá muito interessantes. Muitas criaturas azuis que vieram antes de Jake Sully e Neytiri são bem mais atraentes na tela. Este é o meu top 10, em ordem cronológica:

Papa-Léguas (1949): Este galo-corredor, também conhecido como Bip-Bip, é a obsessão e o azar do Coiote, que tenta de tudo para abatê-lo, sem jamais conseguir. Suas habilidades são, muitas vezes, surpreendentes. Por exemplo: quando ele consegue entrar num túnel de mentirinha que o Coiote pintou em uma pedra. Criação de Chuck Jones para a Warner.

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Smurfs (1958): Essas pequenas criaturas semelhantes a gnomos fazem parte da infância de milhões de pessoas. Ficaram mais famosos nos anos 80, por causa do desenho animado, mas foram criados em 1958 pelo quadrinista belga Pierre Culliford. São liderados pelo Papai Smurf. E, estranhamente, Smurfette é a única fêmea da aldeia.

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Batatinha (1961): Ele é um gato de rua, membro de uma gangue liderada pelo Manda-Chuva. Mas ele é pequeno, fofinho, puro e tão bonzinho que dá vontade de levar para casa. De tão amável, ele destoa do restante da turma que inferniza a vida do guarda Belo. Batatinha tem voz original de Maurice Gosfield, dublado no Brasil por Roberto Barreiros.

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Fera (1963): Ele é um dos mutantes mais brincalhões do universo Marvel. Nas lutas, seu humor debochado é o contraponto perfeito para seus golpes ultraviolentos. Apesar da aparência bestial, ele é um bioquímico respeitadíssimo, cujo nome real é Henry Philip McCoy – Hank para os íntimos. Foi criado por Stan Lee e Jack Kirby como membro original dos X-Men, juntando-se depois aos Vingadores e aos Defensores.

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Mística (1978): Nos quadrinhos dos X-Men, ela era uma vilã sem destaque. No cinema, ganhou importância. É hipnotizante ver essa bela mulher azul desfilar nua na tela, adquirindo a forma de qualquer pessoa que queira e dando porrada nos marmanjos. Foi criada por Chris Claremont e Dave Cockrum.

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Homenzinho Azul (1978): Ele foi criado por Edmar Salles, da agência Lowe Lintas, com animação de Walbercy Ribas, para vender Cotonetes Johnson & Johnson pela TV com o slogan “Gente grande também precisa de carinho”. Como resistir? A ideia de ver um homem azul, feioso, careca e barrigudo saindo pelado do banho, coberto apenas por uma toalha enrolada na cintura, é péssima, mas deu super certo.

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Dr. Manhattan (1986): Em Watchmen (quadrinhos, desenho animado e filme), ele é a criatura mais poderosa do mundo. Vê o futuro, é imortal, indestrutível, desprovido de sentimentos e capaz de aniquilar planetas inteiros. Foi criado por Alan Moore (texto) e Dave Gibbons (desenho).

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Blue Man Group (1988): Os americanos Chris Wink, Matt Goldman e Phil Stantos são os únicos seres humanos reais desta lista. Eles são os criadores desta organização de homens azuis, cujos shows são inusitados espetáculos de luz, som e criatividade. Embora já tenham se apresentado algumas vezes no Brasil, por aqui sua figura é mais conhecida do que seu trabalho, graças ao fato de eles serem os atuais garotos-propaganda da TIM.

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Gênio (1992): O gênio da lâmpada de Aladdin é um personagem que existe há séculos, literalmente, mas sua melhor versão é a azul, do filme da Disney. E o mérito é quase todo do ator Robin Williams, que o dublou de forma fantástica, interferindo no roteiro e dando trabalho aos animadores. O gênio azul e hiperativo é a melhor coisa do filme.

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Dory (2003): É ou não é um achado esta peixinha que sofre de perda de memória recente? Seu problema neurológico rende ótimas piadas no filme Procurando Nemo. E é impossível não gostar dela, tamanha sua simpatia. Quem não lembra da cena em que ela fala “baleiês”? Sua voz é de Ellen DeGeneres (no original) e de Maíra Góes (versão brasileira). O texto é de Andrew Stanton, para a Pixar/Disney. 

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E mais: Dom Pixote, Rabugento, Frankenstein Jr., o Cavalinho Azul, Flik, Cobrinha Azul, Noturno, Bidu, Grilo Feliz, o Ursinho Carinhoso azul…

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Kylie Minogue está com o rosto todo colorido na revista Instinct deste mês. Sua maquiagem me remeteu imediatamente a Björk, e então a Michael Stipe (REM), Secos e Molhados e tantos outros astros da música. A pintura facial é tão antiga quanto o homem e se presta a embelezar, reafirmar a identidade, estabelecer uma outra identidade (paralela ou substituta), diferenciar, comunicar ou assustar. Em suma: pinta-se o rosto para chamar atenção. É comum nas tribos indígenas e também nos palcos.

Kylie Minogue - Instinct MagazineKylie Minogue e sua maquiagem estilizada na capa da revista gay Instinct

 

Malu MagalhãesMalu Magalhães costuma pintar ela própria seu rosto para fazer seus shows. A cada apresentação, cria um desenho diferente.

 

Bjork 2Nas fotos de divulgação do álbum Volta, de 2007, Björk surgiu multicolorida, começando pelo rosto.

 

mareNa capa do álbum Maré, de 2008, Adriana Calcanhotto se pintou da maneira como imagina que seria o rosto de Tétis, deusa grega do mar

 

Michael Stipe - REMEm 2005, Michael Stipe cobriu parte do rosto de azul para o show do REM no evento Live Earth, em Londres.

 

Wes BorlandO guitarrista Wes Borland ganhou fama em 1997 como integrante da banda Limp Bizkit. A cada apresentação, ele adota uma nova pintura que o faz parecer um ser completamente diferente. Por conta disso, Borland era uma atração à parte nos shows. Mas não está mais no grupo.

 

Marilyn MansonMarilyn Manson ganhou fama em 1996, quando lançou o álbum Antichrist Superstar. O hit do disco era The beautiful people, seu protesto contra a ditadura da beleza. Desde então, o cantor usa maquiagem para chocar, se enfeiar ainda mais e, assim, garantir um lugarzinho exclusivo ao sol do showbiz.

 

Henry Rollins - LiarNo clipe de Liar (1994), Henry Rollins aparece vermelho como um demônio. Seu personagem mentiroso é praticamente a encarnação do mal, eventualmente disfarçado de policial bonzinho e super-herói.

 

Madonna - FeverMadonna não é de se pintar além da simples maquiagem. Mas ela apareceeu inteiramente prateada no clipe de Fever, em 1993.

 

Annie LennoxAnnie Lennox gosta de se pintar desde os tempos de Eurythmics, sua antiga banda. Em 1992, no show de tributo a Freddie Mercury, chamou atenção com um visual sombrio, arrrematado com uma pintura preta nos olhos.

 

Blue Man GroupO Blue Man Group foi criado em 1987. Desde então, seus integrantes se pintam de azul para percorrer o mundo em espetáculos experimentais de música e teatro.

 

Red Hot Chili PeppersNos anos 80, quando eram apenas uma banda alternativa promissora, os integrantes do Red Hot Chili Peppers já se pintavam, eventualmente, como na foto de cima, em que aparecem completamente coloridos ee irreconhecíveis. Mas a grande maioria do público lembra-se apenas de vê-los prateados no clipe de Give it away, de 1991.

 

Grace Jones by Keith Haring e Robert MapplethorpeNesta foto de 1984, Grace Jones é uma obra de arte viva, pintada por Keith Haring, adereçada com coroa e acessórios criados especialmente por David Spada e fotografada por Robert Mapplethorpe.

 

Dee Snider -Twisted SisterNos anos 80, era tão exagerada a maquiagem de Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, que me parece sensato incluí-lo nesta galeria de caras pintadas. Ele era praticamente a Vovó Mafalda do metal.

 

siouxsie siouxA maquiagem de Siouxie Sioux, da banda inglesa Siouxie & The Banshees, sempre foi marcante, desenhada de modo a lhe conferir uma forma que vá além do meramente humano. Tem sido assim desde a virada dos anos 70 para os 80.

 

Roberto CarlosEm 1978, Roberto Carlos estreou sua turnê Palhaço, de grande sucesso. Ao fim de cada espetáculo, ele surpreendia a plateia ao voltar ao palco maquiado como palhaço para cantar O show já terminou.

 

Alice CooperAlice Cooper sem sua característica pintura ao redor dos olhos não é Alice Cooper, é Vincent Damon Furnier, o homem por trás do cantor-personagem.

 

Kiss 2Quando o Kiss se mostrou ao mundo, em 1974, seus inteegrantes já estavam de cara pintada, cada um encarnando uma peersona: Gene Simmons era The Demon, Paul Stanley era The Starchild, Peter Criss era The Cat, e por aí vai. Por muitos anos, seus verdadeiros rostos foram um grande mistério.

 

OsanaSurgida em 1972, a banda italiana Osanna também era adepta da pintura facial

 

Peter GabrielPeter Gabriel atravessou a década de 70 de ponta a ponta como um mutante, com uma cara nova a cada momento, encarnando os diversos personagens de suas canções. Primeiro, como vocalista do Genesis. Depois, como cantor solo. Mas sempre com forte teatralidade, marcada não apenas pela pintura, mas também por sua interpretação.

 

Secos e MolhadosEncabeçado por Ney Matogrosso, o grupo Secos & Molhados estreou em 1973 como um forte sopro de renovação no cenário musical brasileiro. A pintura teatral era apenas o lado mais evidente de sua ousadia. Há quem diga – inclusive Ney – que o Kiss imitou o visual do grupo. Porém, há registros de que a banda americana já se apresentava pintada em 1972.

 

David Bowie - Ziggy StardustSe for para encontrar um pioneiro, melhor ficar com David Bowie. Ele, sim, causou alvoroço ao se pintar para criar uma nova persona, Ziggy Stadust. O raio lhe atravessando o rosto, como na capa do álbum Aladdin Sane (1973), é a imageem mais emblemática, mas não a única. Foi nessa época que Bowie ganhou a alcunha de camaleão do rock. E fez história.

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