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Posts Tagged ‘Andy Warhol’

Será que Warhol estava implorando de joelhos para Hitchcock posar para sua Polaroid, a fim de eternizá-lo em uma serigrafia de cor berrante?

Foto: Everett Collection/Rex Feature
[Via Guardian]

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Não é de hoje que moda e artes plásticas se inspiram mutuamente. O diálogo entre elas mudou muito com o tempo, mas sempre existiu. Mostro aqui 35 exemplos de roupas que prestaram óbvias homenagens a grandes mestres da pintura, da gravura e da escultura nos últimos 75 anos.

MONDRIAN + SAINT-LAURENT: Neste assunto, o ícone absoluto é a série de vestidos que Yves Saint-Laurent criou em 1965 com base nos quadros de Piet Mondrian. Estas peças fizeram sucesso absoluto, são a cara de uma época, nunca deixaram de encantar e têm lugar de destaque em qualquer enciclopédia de moda que se preze.

MATISSE + SAINT-LAURENT: O estilista que mais prestou homenagens às artes plásticas certamente foi Yves Saint-Laurent. Estes vestidos são estampados com formas e coloridos típicos da obra de Henri Matisse. Os quadros La gerbe e L’escargot, ambos de 1953, estão aqui para provar.

VAN GOGH + SAINT-LAURENT: Os lírios e girassóis de Vincent Van Gogh, pintados no século 19, foram parar nestas jaquetas que Yves Saint-Laurent desenhou em 1988.

MONET + SAINT-LAURENT: Na mesma coleção, Yves Saint-Laurent bebeu do célebre lago de ninféias de Claude Monet.

POLIAKOFF + SAINT-LAURENT: Em 1965, Yves Saint-Laurent transformou em roupa sua admiração pela produção recente de Serge Poliakoff, como os quadros Composição abstrata (1960) e Composição verde, azul e vermelha (1965).

PICASSO + SAINT-LAURENT: Pablo Picasso pintou diversos arlequins ao longo da carreira, que depois inspiraram Yves Saint-Laurent a criar várias peças de destaque em suas coleções.

WESSELMANN + SAINT-LAURENT: As silhuetas básicas e coloridas de Tom Wesselmann deram origem a vestidos ainda mais pop assinados por Yves Saint-Laurent.



BRAQUE + SAINT-LAURENT: Foram muitas as vezes em que Yves Saint-Laurent se rendeu aos pássaros coloridos e instrumentos cubistas de Georges Braque.

ROTHKO + GALLIANO: Por ocasião dos 60 anos da Dior, em 2007, John Galliano criou uma coleção inteira baseada em seus pintores favoritos. Este vestido, por exemplo, remete ao quadro White center, de Mark Rothko, pintado em 1950.

MONET + GALLIANO: Da mesma coleção, saiu este vestido com as cores da tela Vétheuil (1901), de Claude Monet.

DEGAS + GALLIANO: Os tons e texturas que estavam na saia de uma das Bailarinas na coxia, de Edgard Degas, pularam para o busto e os ombros da modelo de John Galliano em 2007.

MONET + KRIEMLER: As pinceladas fluidas das telas impressionistas de Claude Monet voltaram às passarelas em 2009, na coleção criada por Albert Kriemler para a grife Akris.

DALÍ + SCHIAPARELLI: Em 1936, Salvador Dalí criou seu Telefone-lagosta. No ano seguinte, Elsa Schiaparelli estampou em um vestido branco um desenho do mesmo crustáceo, também assinado por Dalí.

DALÍ + SCHIAPARELLI: Assim que Salvador Dalí mostrou ao mundo sua Vênus de Milo com gavetas, em 1936, Elsa Schiaparelli lançou seu casaco-mesa, que fazia um paralelo com a escultura surrealista, só que com bolsos e botões.

WARHOL + UNGARO: Nos anos 90, Emanuel Ungaro criou para a Parallèle sua releitura das flores em cores saturadas de Andy Warhol.

WARHOL + CAMPBELL’S: Nos anos 60, Andy Warhol transformou em arte os rótulos das sopas Campbell’s. E a marca de comida enlatada aproveitou o burburinho para transformar a arte pop de Warhol em roupa. O vestido era 80% celulose e 20% algodão, não podendo ser lavado nem passado. Hoje é item de colecionador.

WARHOL + HOYLE: Em 2008, a onipresente Marilyn Monroe de Andy Warhol se revelou por entre as dobras de um vestido plissado de Hannah Hoyle.

LICHTENSTEIN + SIMPSON: Em 1965, Lee Rudd Simpson criou este vestido com desenho de Roy Lichtenstein, cuja obra contém várias versões pop art do pôr-do-sol.

HARING + CASTELBAJAC: O próprio Keith Haring costumava desenhar suas formas humanas características em jaquetas e calças, criando roupas que hoje valem como obras de arte. Mas a peça acima é de 2002, assinada por Jean-Charles Castelbajac.

MAGRITTE + CASTELBAJAC: O mesmo Jean-Charles Castelbajac emulou a famosa caligrafia de René Magritte neste robe que traz a frase “Je suis toute nue en dessous” (algo como “Não estou usando nada por baixo”). Como não lembrar da ironia histórica da tela La Trahison des images (Ceci n’est pas une pipe), feita por Magritte em 1929?

ESCHER + MCQUEEN: As ilusões inquietantes de M. C. Escher tornaram-se alta costura em 2009, pelas mãos de Alexander McQueen. O estilista desfilou vestidos geniais, cujas estampas mostravam uma típica (e falsificadíssima) padronagem da Givenchy se transformar nos pássaros transmorfos do desenhista holandês.

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Entre os anos 70 e 80, Andy Warhol usou câmeras Polaroid para fazer centenas de retratos instantâneos de pessoas famosas. Em geral, ele passava uma maquiagem branca em suas celebridades favoritas, para deixar em evidência apenas os contornos básicos de seus rostos, e depois as fotografava bem de perto, com o flash estourado. Muitas das imagens obtidas eram depois usadas como base para a criação de suas famosas serigrafias multicoloridas, objetivo e produto final de seus experimentos com a Polaroid. Porém, com o passar dos anos, essas fotos passaram a ser vistas menos como matéria-prima e processo de trabalho, mais como peças de valor histórico e artístico por si sós.

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Hoje, de 25 a 40 anos depois, as polaroids de Andy Warhol retratam uma época. Seus instantâneos capturaram um período significativo da história do estilo, do culto às celebridades, do uso artístico da tecnologia, da estética pop, da cultura da superficialidade. De quebra, ainda é divertido passar os olhos por essas fotos e ver como eram Sylvester Stallone, Mick Jagger, Jane Fonda, Arnold Schwarzenegger, Carly Simon, Pelé e outros famosos. Bem, Pelé, na verdade, não mudou nada…

Sylvester Stallone, 1980

 

Farrah Fawcett, 1980

 

Arnold Schwarzenegger, 1977

 

Diana Ross, 1981

 

Alfred Hitchcock, 1973

 

Debbie Harry, 1980

 

Pelé, 1977

 

Liza Minelli, 1977

 

John Lennon, 1980

 

Yoko Ono e John Lennon,1971

 

Sean Lennon, 1985

 

Carly Simon, 1980

 

Muhammad Ali, 1977

 

Jane Fonda, 1982

 

Mick Jagger, 1975

 

Grace Jones, 1984

 

Dennis Hopper, 1977

 

Lana Turner, 1985

 

Truman Capote, 1979

 

Martha Graham, 1979

 

Rudolph Nureyev, 1971

 

Dolly Parton, 1985

 

Keith Haring, 1986

 

Jean-Michel Basquiat, 1982

 

Carolina Herrera, 1978

 

Valentino, 1973

 

Yves Saint-Laurent, 1972

 

Gianni Versace, 1980

 

William S. Burroughs, 1980

 

O. J. Simpson, 1977

 

Paul Anka, 1975

 

Man Ray, 1973

 

Neil Sedaka, 1979

 

Roy Lichtenstein, 1975

Robert Mappelthorpe, 1983

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Veja outros portfólios de fotografia publicados aqui no blog:

Andy Warhol

Annie Leibowitz

Antonio Guerreiro

Brigitte Lacombe

Bruce Davidson

Emma Hack

Gregory Colbert

Harry Benson

Herman Leonard

Hiroshi Sugimoto

Jean Manzon

Marcos López

Mark Seliger

Mert & Marcus

Michel Comte

Patrick Demarchelier

Rankin

Richard Avedon

Sam Jones

Steven Klein

Terry Richardson

Yann Arthurs-Bertrand

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MADONNA: Ela é gene dominante no DNA de Lady Gaga. No clipe de Telephone, a influência de Madonna é notada mais fortemente na cena em que Gaga dança entre as celas do presídio. Tudo ali remete à Madonna do início dos anos 90: coreografia, figurino, cabelo, interpretação, atitude.

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MICHAEL JACKSON: A priori, qualquer videoclipe com coreografias coletivas e que conte uma história é descendente direto da obra audiovisual de Michael Jackson. Em Telephone, a referência ao mestre dos clipes é mais evidente no repentino passinho de dança que Lady Gaga faz ao sair da prisão. E a cena de dança no restaurante é uma espécie de atualização de Thriller: Gaga e Beyoncé dançam entre os mortos, inclusive citando um famoso passo que Jackson eternizou em seu clipe mais cultuado, como mostra a imagem abaixo.

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POP ART: A arte pop bebeu dos quadrinhos, e Lady Gaga bebe da arte pop. Das obras de Andy Warhol e Roy Lichtenstein, a cantora e o diretor Jonas Akerlund pegaram emprestados os enquadramentos, as cores saturadas, os diálogos econômicos, as onomatopeias em letras estilizadas e a inspiração para maquiagens e caracterizações marcantes.

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DAVID LACHAPELLE: A estética do fotógrafo americano está em cada frame de Telephone. É uma receita que mistura surrealismo, cores estouradas, sensualidade explícita, humor nonsense e cenários kitsch milimetricamente elaborados.

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KILL BILL: VOL. 1: A pick-up amarela do filme de Quentin Tarantino, nomeada Pussy Wagon, tem forte presença no clipe. Mas há outros elementos comuns, como a briga entre mulheres que realmente sabem lutar, os closes nos pés de Gaga (Tarantino é podólatra assumido), a banalização da violência, os cenários genuinamente americanos e os diálogos espirituosos:

You know, Gaga, trust is like a mirror – you can fix it if it’s broke, but you can still see the crack in the motherfucker’s reflection.”

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ASSASSINOS POR NATUREZA: Dirigido por Oliver Stone, este filme de 1994 também tem história assinada por Tarantino. Assim como Telephone, é protagonizado por uma dupla que cruza os EUA matando sem dó e com muito bom humor, findando por se tornar famosa. A cena inicial do filme, por exemplo, envolve dança, assassinato em massa e elementos americanos típicos num restaurante de beira de estrada, assim como no clipe de Lady Gaga. Veja:
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THELMA & LOUISE: Este filme de Ridley Scott, lançado em 1991, mostra duas mulheres que caem na estrada para fugir do tédio e, depois, da polícia. Pelo caminho, elas colecionam crimes – homicídio incluído – e registram esse momento único de suas vidas com uma câmera Polaroid. Alguma semelhança com o clipe de Lady Gaga? Telephone tem alguns frames quase idênticos aos de Thelma & Louise:

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CAGED HEAT: Filme B de Jonathan Demme lançado em 1974, cujo fiapo de história se passa num inacreditável presídio feminino onde as mulheres são gostosas e perigosas. Parece ser a maior referência para as cenas de cadeia e sensualidade lésbica de Telephone.
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Dito isto, é hora de rever Telephone, o novo clipe de Lady Gaga, com participação de Beyoncé e direção de Jonas Akerlund:

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Ontem completaram-se 50 anos de um clique que gerou uma das imagens mais famosas, comercializadas, reproduzidas, deturpadas, banalizadas e inspiradoras de todos os tempos. A fotografia que Alberto Díaz, o Korda, fez de Che Guevara em 5 de março de 1960.

A foto mostra Che contemplando a multidão que comparecera ao funeral das 136 vítimas de um atentado ao navio francês La Coubre, que chegara ao porto de Havana na véspera, abarrotado de armas. Korda, fotógrafo do jornal Revolución, estava ali mais para clicar os escritores franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, que ouviam Fidel Castro proferir pela primeira vez seu famoso discurso Pátria ou Morte. Diz a lenda que seu rolo de filme já estava no fim quando Korda foi atraído pelo semblante compenetrado de Che. Foram apenas dois cliques – um vertical, outro horizontal.

O Revolución sequer publicou as fotos de Che na matéria do dia seguinte. Porém, com o passar do tempo, a imagem de Guevara sério, com seus cabelos alvoroçados contidos por uma boina, ganhou o mundo e se tornou um ícone, reproduzida com fins políticos ou comerciais, carregada de significado ou esvaziada pela cultura pop, estampada em camisetas, pintada em muros, tatuada, parodiada, idolatrada, repudiada, ridicularizada.

A foto de Korda se destacou do legado de Che Guevara e talvez tenha se tornado mais poderosa que ele. E o fotógrafo, dizem, nunca lucrou com isso.

























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andy warhol

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andy warhol e lana turner

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