Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Alexander McQueen’

Não é de hoje que moda e artes plásticas se inspiram mutuamente. O diálogo entre elas mudou muito com o tempo, mas sempre existiu. Mostro aqui 35 exemplos de roupas que prestaram óbvias homenagens a grandes mestres da pintura, da gravura e da escultura nos últimos 75 anos.

MONDRIAN + SAINT-LAURENT: Neste assunto, o ícone absoluto é a série de vestidos que Yves Saint-Laurent criou em 1965 com base nos quadros de Piet Mondrian. Estas peças fizeram sucesso absoluto, são a cara de uma época, nunca deixaram de encantar e têm lugar de destaque em qualquer enciclopédia de moda que se preze.

MATISSE + SAINT-LAURENT: O estilista que mais prestou homenagens às artes plásticas certamente foi Yves Saint-Laurent. Estes vestidos são estampados com formas e coloridos típicos da obra de Henri Matisse. Os quadros La gerbe e L’escargot, ambos de 1953, estão aqui para provar.

VAN GOGH + SAINT-LAURENT: Os lírios e girassóis de Vincent Van Gogh, pintados no século 19, foram parar nestas jaquetas que Yves Saint-Laurent desenhou em 1988.

MONET + SAINT-LAURENT: Na mesma coleção, Yves Saint-Laurent bebeu do célebre lago de ninféias de Claude Monet.

POLIAKOFF + SAINT-LAURENT: Em 1965, Yves Saint-Laurent transformou em roupa sua admiração pela produção recente de Serge Poliakoff, como os quadros Composição abstrata (1960) e Composição verde, azul e vermelha (1965).

PICASSO + SAINT-LAURENT: Pablo Picasso pintou diversos arlequins ao longo da carreira, que depois inspiraram Yves Saint-Laurent a criar várias peças de destaque em suas coleções.

WESSELMANN + SAINT-LAURENT: As silhuetas básicas e coloridas de Tom Wesselmann deram origem a vestidos ainda mais pop assinados por Yves Saint-Laurent.



BRAQUE + SAINT-LAURENT: Foram muitas as vezes em que Yves Saint-Laurent se rendeu aos pássaros coloridos e instrumentos cubistas de Georges Braque.

ROTHKO + GALLIANO: Por ocasião dos 60 anos da Dior, em 2007, John Galliano criou uma coleção inteira baseada em seus pintores favoritos. Este vestido, por exemplo, remete ao quadro White center, de Mark Rothko, pintado em 1950.

MONET + GALLIANO: Da mesma coleção, saiu este vestido com as cores da tela Vétheuil (1901), de Claude Monet.

DEGAS + GALLIANO: Os tons e texturas que estavam na saia de uma das Bailarinas na coxia, de Edgard Degas, pularam para o busto e os ombros da modelo de John Galliano em 2007.

MONET + KRIEMLER: As pinceladas fluidas das telas impressionistas de Claude Monet voltaram às passarelas em 2009, na coleção criada por Albert Kriemler para a grife Akris.

DALÍ + SCHIAPARELLI: Em 1936, Salvador Dalí criou seu Telefone-lagosta. No ano seguinte, Elsa Schiaparelli estampou em um vestido branco um desenho do mesmo crustáceo, também assinado por Dalí.

DALÍ + SCHIAPARELLI: Assim que Salvador Dalí mostrou ao mundo sua Vênus de Milo com gavetas, em 1936, Elsa Schiaparelli lançou seu casaco-mesa, que fazia um paralelo com a escultura surrealista, só que com bolsos e botões.

WARHOL + UNGARO: Nos anos 90, Emanuel Ungaro criou para a Parallèle sua releitura das flores em cores saturadas de Andy Warhol.

WARHOL + CAMPBELL’S: Nos anos 60, Andy Warhol transformou em arte os rótulos das sopas Campbell’s. E a marca de comida enlatada aproveitou o burburinho para transformar a arte pop de Warhol em roupa. O vestido era 80% celulose e 20% algodão, não podendo ser lavado nem passado. Hoje é item de colecionador.

WARHOL + HOYLE: Em 2008, a onipresente Marilyn Monroe de Andy Warhol se revelou por entre as dobras de um vestido plissado de Hannah Hoyle.

LICHTENSTEIN + SIMPSON: Em 1965, Lee Rudd Simpson criou este vestido com desenho de Roy Lichtenstein, cuja obra contém várias versões pop art do pôr-do-sol.

HARING + CASTELBAJAC: O próprio Keith Haring costumava desenhar suas formas humanas características em jaquetas e calças, criando roupas que hoje valem como obras de arte. Mas a peça acima é de 2002, assinada por Jean-Charles Castelbajac.

MAGRITTE + CASTELBAJAC: O mesmo Jean-Charles Castelbajac emulou a famosa caligrafia de René Magritte neste robe que traz a frase “Je suis toute nue en dessous” (algo como “Não estou usando nada por baixo”). Como não lembrar da ironia histórica da tela La Trahison des images (Ceci n’est pas une pipe), feita por Magritte em 1929?

ESCHER + MCQUEEN: As ilusões inquietantes de M. C. Escher tornaram-se alta costura em 2009, pelas mãos de Alexander McQueen. O estilista desfilou vestidos geniais, cujas estampas mostravam uma típica (e falsificadíssima) padronagem da Givenchy se transformar nos pássaros transmorfos do desenhista holandês.

Anúncios

Read Full Post »

TECNOLOGIA: Vídeo antigo ensina como usar o telefone. Como o mundo girou de lá pra cá!

MICHEL GONDRY: No MovieLine, ele esnoba Lady Gaga, Madonna, MTV e toda a produção de clipe atual.

LADY GAGA: Serviço completo dos figurinos usados no clipe de Telephone.

VIDEOCLIPES: Videografia comentada de Jonas Akerlund.

ANIVERSÁRIO POP: Os 50 anos do Zé Bonitinho.

LISTA: GQ elege os 50 homens mais elegantes dos últimos 50 anos. (via Papel Pop)

CINEMA: 10 filmes que são melhores que os livros que lhe deram origem.

MODA: A última coleção de Alexander McQueen.

Read Full Post »

Quando estava inspirado, Alexander McQueen deixava o mundo de boca aberta, fosse pela elegância de suas roupas ready-to-wear ou pela esquisitice de sua alta costura. Ousado, criativo e avesso ao lugar comum, o estilista era a primeira opção daquelas que quisessem radicalizar no estilo. Não por acaso, ele assinou diversos looks para as cantoras Björk e Lady Gaga. Seus desfiles eram poéticos e inspiradores, como aquele em que uma holografia da modelo Kate Moss hipnotizou a plateia. Ou aquele em que dois robôs jogavam tinta sobre uma modelo a rodopiar. A mise-en-scène era sempre dramática, para combinar com suas roupas, peças capazes de transformar qualquer pessoa em personagem. O mundo fica mais careta e monótono sem Alexander McQueen.

Alexander McQueen, o próprio, na capa da edição de abril de 1998 da revista The Face, fotografado por Nick Knight

 

A cantora Björk na capa do álbum Homogenic, de 1997, cuja roupa e conceito visual é de Alexander McQueen

 

O chocante figurino de Lady Gaga na edição de 2009 dos MTV Video Music Awards (VMA’s)

 

David Bowie na capa do álbum Earthling, de 1997, trajando um sobretudo desenhado por McQueen, com interferências do próprio cantor

 

Sarah Jessica Parker vestida de McQueen para causar na première de Sex and the City – O filme, em 2008

 

Kristen Stewart e Robert Pattinson, astros da grife cinematográfica Crepúsculo – ela vestida de McQueen para a lente de Mark Seliger em 2009

 

Em ensaio fotográfico de Tim Walker para a Vogue em 2005, Madonna usa vestido de McQueen – inspirado em Grace Kelly – para mostrar sua faceta de dona de casa inglesa

 

Björk se vestiu de McQueen para a turnê do álbum Vespertine, em 2001. Depois foi fotografada com a mesma roupa para a arte gráfica do DVD Live at Royal Opera House, de 2002

 

Janet Jackson by McQueen em 2008

 

Criação de McQueen no corpo de Drew Barrymore

 

McQueen assina o figurino de Lady Gaga no videoclipe Bad romance, de 2009

 

McQueen ao lado de Björk no Fashion Rocks de 2003, onde a cantora se apresentou durante desfile da última coleção do estilista. Com o rosto coberto de pedras brilhantes e vestido feito pelo amigo, Björk causou furor

 

No videoclipe Pagan poetry, de 2001, Björk aparece usando um vestido de McQueen que causou repulsa em muita gente, pois o vídeo sugeria que a roupa tinha partes coladas no corpo da cantora e partes penduradas em piercings

 

Outra das tantas parcerias entre McQueen e Björk

 

Peça de McQueen que remete ao filme 007 contra Goldfinger, no qual a personagem Jill Mastersons morre asfixiada ao ter seu corpo pintado de ouro – parte da coleção outono/inverno 2007

 

Kirsten Dunst fotografada por Annie Leibovitz em obra de McQueen, em 2006

 

Criação de McQueen para o outono/inverno 2009. A peça remete à obra do artista holandês M. C. Escher

 

Peça da coleção outono/inverno 2009

 

McQueen para a primavera 2001

 

Outra peça da coleção outono/inverno 2009

 

Mais McQueen para o outono/inverno 2009

 

Outono/inverno 2008 e primavera/verão 2008, respectivamente

 

Peças para outono/inverno 2007 e 2006, respectivamente

 

À esquerda, exemplar da coleção outono/inverno 2003. À direita, o já clássico vestido ostra no corpo da modelo brasileira Letícia Birkheuer, no desfile da coleção primavera/verão 2003

 

O infame e inconfundível design dos sapatos pinça-de-lagosta de McQueen

 

McQueen para primavera/verão 2009 e pré-outono 2009, respectivamente

 

Peças de McQueen para o outono/inverno 2009

 

VÍDEOS:

O assustador visual de Björk para sua apresentação no desfile de McQueen no Fashion Rocks de 2003:

.
A lindíssima holografia de Kate Moss que fechou o desfile da coleção outono/inverno 2006 de McQueen:

.
Os robôs pintores de McQueen no desfile da coleção primavera/verão 1999:

.

Read Full Post »