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Posts Tagged ‘Abu Ghraib’

O site da revista Vanity Fair fez esta semana uma seleção daquelas que seus editores consideram as 25 melhores imagens do fotojornalismo em todos os tempos. É curioso notar que grande parte delas mostra a morte ou a iminência da morte. Em sua maioria, são instantes desagradáveis, eternizados em película, papel e pixels, mas que tiveram ou têm inquestionável importância para um país ou para a Humanidade. Uma boa foto noticiosa pode ajudar a derrubar tiranos, interromper genocídios, enfraquecer guerras e fazer o mundo tomar conhecimento de uma barbárie inadmissível. Destaco apenas algumas aqui, mas você pode ver todas as 25 fotografias eleitas no site da Vanity Fair.

Pena que o excelente fotojornalismo brasileiro não tenha a mesma projeção. Merece destaque, mas sua memória não é tão bem preservada e difundida quanto a dos EUA, infelizmente.

 

Em 1936, esta foto se tornou símbolo da Grande Depressão, ao mostrar a pobreza da mãe Florence Owens Thompson. Foto: Dorothea Lange/Corbis

 

Federico Borrell Garcia, um miliciano anti-Franco, no instante de sua morte, na Guerra Civil Espanhola, em 5 de setembro de 1936. Foto: Robert Capa/Cornell Capa/Magnum

 

A explosão do dirigível Hindenburg em Lakehurst, Nova Jersey, EUA, no dia 6 de maio de 1937. Foto: Bettmann/Corbis

 

Soldados americanos fincam a bandeira dos EUA em Iwo Jima, no Japão, em 23 de fevereiro de 1945. Foto: Joe Rosenthall/AP

 

O monge budista Thich Quang Duc incendeia seu próprio corpo numa rua de Saigon, Vietnã, em protesto à perseguição dos budistas por parte dos vietnamitas do sul, em 11 de junho de 1963. Foto: Malcolm Browne/AP

 

Policial do Vietnã do Sul dispara contra a cabeça de um homem suspeito de ser um oficial vietcongue, em Saigon, 1º de fevereiro de 1968. A foto registra o exato momento em que a bala se aloja na cabeça da vítima, a milésimos de segundo de morrer e cair. Foto: Eddie Adams/AP

 

Crianças fogem desesperadas de um ataque com napalm na Guerra do Vietnã, em 8 de junho de 1972. Foto: Nick Ut/AP

 

Tanques na Praça Tian’anmen (ou Praça da Paz Celestial), em Pequim, China, tentam encerrar protesto dos estudantes pró-democracia, em 1989. Foto: Stuart Franklin/Magnum

 

Ave de rapina de olho numa criança subnutrida à beira da morte, no Sudão, em março de 1993. Foto: Kevin Carter/Megan Patricia Carter Trust/Sygma/Corbis

 

Uma pessoa despenca da torre norte do World Trade Center durante os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Foto: Richard Drew/AP

 

Prisioneiro iraquiano é torturado na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, Iraque, por militares norte-americanos, em 2003. Foto: AP

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Uma das maiores provas de que Amy Winehouse se tornou um ícone pop é o fato de muitas pessoas virem se apropriando de sua imagem para criar obras de arte, desfiles de moda, histórias em quadrinhos, vídeos etc. Seu cabelo bolo-de-noiva, suas tatuagens, seu olhar e sua silhueta peculiar estão em toda parte, não apenas na imprensa. A partir de hoje, Amy está também na galeria de arte ocontemporary, em Londres, na exposição New Paintings for Modern Times, em que o artista plástico inglês Gerald Laing se utiliza de fotos da cantora, publicadas em tablóides britânicos, para fazer pop art.

Laing, integrante da primeira geração da arte pop, começou pintando belas moças nos anos 1960, incluindo Brigitte Bardot. Dos anos 1970 aos 1990, dedicou-se às esculturas e a outros projetos. Somente em 2004 resolveu voltar às pinturas – revoltado com as notícias de tortura realizada por soldados norte-americanos em Abu Ghraib, Iraque, Laing usou as fotos da barbárie para protestar. Na época, ele se dizia indignado com o fato de o sonho americano, que inspirou tanta gente no passado, ter se transformado em uma forma de imperialismo. Ao pintar as mulheres militares torturadoras dos anos 2000, ele dizia estar mostrando às starlets que pintara nos anos 1960 o que faziam suas filhas e netas.

Passada essa fase, Laing agora se debruça sobre Amy Winehouse, sua mais nova musa. “O que me interessa é a combinação do maravilhoso poder gráfico da imagem de Amy e os eventos extraordinários e quase míticos de sua vida”, diz Laing.

Veja abaixo o resultado do fascínio de Gerald Laing por Amy Winehouse e também algumas amostras do trabalho que ele fez sobre a Segunda Guerra do Iraque e suas starlets de 40 anos atrás:

The Gethsemane Kiss, 2008

 

Gethsemane, 2008

 

The Kiss II, 2008

 

The Kiss, 2007

 

Mother and Child Kiss, 2008

 

Domestic Perspective, 2008

 

Thus Far and No Further, 2008

 

US on Top, 2004

 

Only One of Them Uses Colgate, 2004

 

Study for “Look, Mickey!”, 2004

 

Study for “Homage to Joseph Albers”, 2004

 

Brigitte Bardot, 1968

 

Stacy, 1968

 

Sandra, 1968

 

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