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Archive for the ‘Top Pop – Listas’ Category

Avatar é um gigante do cinema que merece ser visto e reverenciado. Mas, verdade seja dita, aqueles personagens azuis de James Cameron não têm o menor carisma, nem são lá muito interessantes. Muitas criaturas azuis que vieram antes de Jake Sully e Neytiri são bem mais atraentes na tela. Este é o meu top 10, em ordem cronológica:

Papa-Léguas (1949): Este galo-corredor, também conhecido como Bip-Bip, é a obsessão e o azar do Coiote, que tenta de tudo para abatê-lo, sem jamais conseguir. Suas habilidades são, muitas vezes, surpreendentes. Por exemplo: quando ele consegue entrar num túnel de mentirinha que o Coiote pintou em uma pedra. Criação de Chuck Jones para a Warner.

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Smurfs (1958): Essas pequenas criaturas semelhantes a gnomos fazem parte da infância de milhões de pessoas. Ficaram mais famosos nos anos 80, por causa do desenho animado, mas foram criados em 1958 pelo quadrinista belga Pierre Culliford. São liderados pelo Papai Smurf. E, estranhamente, Smurfette é a única fêmea da aldeia.

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Batatinha (1961): Ele é um gato de rua, membro de uma gangue liderada pelo Manda-Chuva. Mas ele é pequeno, fofinho, puro e tão bonzinho que dá vontade de levar para casa. De tão amável, ele destoa do restante da turma que inferniza a vida do guarda Belo. Batatinha tem voz original de Maurice Gosfield, dublado no Brasil por Roberto Barreiros.

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Fera (1963): Ele é um dos mutantes mais brincalhões do universo Marvel. Nas lutas, seu humor debochado é o contraponto perfeito para seus golpes ultraviolentos. Apesar da aparência bestial, ele é um bioquímico respeitadíssimo, cujo nome real é Henry Philip McCoy – Hank para os íntimos. Foi criado por Stan Lee e Jack Kirby como membro original dos X-Men, juntando-se depois aos Vingadores e aos Defensores.

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Mística (1978): Nos quadrinhos dos X-Men, ela era uma vilã sem destaque. No cinema, ganhou importância. É hipnotizante ver essa bela mulher azul desfilar nua na tela, adquirindo a forma de qualquer pessoa que queira e dando porrada nos marmanjos. Foi criada por Chris Claremont e Dave Cockrum.

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Homenzinho Azul (1978): Ele foi criado por Edmar Salles, da agência Lowe Lintas, com animação de Walbercy Ribas, para vender Cotonetes Johnson & Johnson pela TV com o slogan “Gente grande também precisa de carinho”. Como resistir? A ideia de ver um homem azul, feioso, careca e barrigudo saindo pelado do banho, coberto apenas por uma toalha enrolada na cintura, é péssima, mas deu super certo.

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Dr. Manhattan (1986): Em Watchmen (quadrinhos, desenho animado e filme), ele é a criatura mais poderosa do mundo. Vê o futuro, é imortal, indestrutível, desprovido de sentimentos e capaz de aniquilar planetas inteiros. Foi criado por Alan Moore (texto) e Dave Gibbons (desenho).

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Blue Man Group (1988): Os americanos Chris Wink, Matt Goldman e Phil Stantos são os únicos seres humanos reais desta lista. Eles são os criadores desta organização de homens azuis, cujos shows são inusitados espetáculos de luz, som e criatividade. Embora já tenham se apresentado algumas vezes no Brasil, por aqui sua figura é mais conhecida do que seu trabalho, graças ao fato de eles serem os atuais garotos-propaganda da TIM.

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Gênio (1992): O gênio da lâmpada de Aladdin é um personagem que existe há séculos, literalmente, mas sua melhor versão é a azul, do filme da Disney. E o mérito é quase todo do ator Robin Williams, que o dublou de forma fantástica, interferindo no roteiro e dando trabalho aos animadores. O gênio azul e hiperativo é a melhor coisa do filme.

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Dory (2003): É ou não é um achado esta peixinha que sofre de perda de memória recente? Seu problema neurológico rende ótimas piadas no filme Procurando Nemo. E é impossível não gostar dela, tamanha sua simpatia. Quem não lembra da cena em que ela fala “baleiês”? Sua voz é de Ellen DeGeneres (no original) e de Maíra Góes (versão brasileira). O texto é de Andrew Stanton, para a Pixar/Disney. 

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E mais: Dom Pixote, Rabugento, Frankenstein Jr., o Cavalinho Azul, Flik, Cobrinha Azul, Noturno, Bidu, Grilo Feliz, o Ursinho Carinhoso azul…

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Cantores adoram aparecer, de preferência em escala mundial. Seja pela futilidade da fama, pelo reconhecimento ao seu trabalho ou por uma causa nobre. Para isso, nada como injetar polêmica em um número musical transmitido ao vivo pela TV. Tanto que, nos últimos anos, as festas de entrega dos grandes prêmios da música se assemelham mais a competições para ver quem consegue causar mais impacto no palco. Na mais recente delas, o American Music Awards, o novato Adam Lambert apelou para o homoerotismo masculino, na tentativa de levar sua fama para além do American Idol. Ele não me impressionou, mas me motivou a puxar pela memória e remontar a longa estrada de polêmicas que o rock e o pop construíram na TV. Se hoje os artistas têm que rebolar – no sentido figurado – para polemizar enquanto cantam diante das câmeras, nos anos 50 bastava rebolar – literalmente – para atingir esse objetivo.

Elvis Presley, 1956
É difícil de entender, mas é verdade: o mundo já foi careta a ponto de se escandalizar com o requebrado de Elvis Presley. Diziam que aquilo era pornografia, coisa do demo, que ia degenerar a juventude… Até proibiram as emissoras de TV de mostrar o cantor da cintura pra baixo! Clique aqui e veja o ritmo da pélvis de Elvis enquanto ele canta Hound dog no The Milton Berle Show.

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The Doors, 1967
A banda só tocou Light my fire no Ed Sullivan Show porque Jim Morrison concordara em substituir “higher” por “bettter” no verso “girl, we couldn’t get much higher”. A ideia era anular a alusão que a música faz às drogas (ou ao sexo, dependendo da sua interpretação). Afinal, tratava-se de um programa de TV muito popular e com público familiar. Mas, na hora H, ao vivo, Morrison cantou a música exatamente como ela era, deixando chocados os telespectadores mais caretas. Ed Sullivan ficou revoltado, recusou-se a cumprimentar o cantor no final e cancelou seus planos de convidar a banda outras vezes. Assista!

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The Who, 1967
Em 1964, a banda inaugurou a tradição de roqueiro destruir seus instrumentos no palco. O que começou como acesso de fúria real virou lugar comum. Em 1967, quando eles tocaram My generation no programa de TV Smothers Brothers Comedy Hour, o artifício já tinha se tornado piada. Porém, naquela ocasião, a banda exagerou: eles não apenas destruíram a guitarra e os amplificadores, mas também usaram explosivos para jogar a bateria pelos ares. Talvez tenha nascido ali a ideia de que, para vencer no mundo da música, é preciso “causar” ao vivo na TV, surpreendendo o público com algo imprevisível que vá além do talento musical. Assista!

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Madonna, 1984
No primeiro MTV Vídeo Music Award, Madonna roubou a cena ao cantar Like a virgin. Exalando vulgaridade e usando um vestido de noiva que parecia comprado em sex shop, ela rolou pelo palco para cantar que se sentia uma virgem sendo deflorada. Desgrenhada, ela gemia, se arrastava, fazia cara de piranha e deixava a calcinha aparecer. Ela já fazia sucesso nessa época, mas essa apresentação a tornou ainda mais famosa e fez com que o público passasse a prestar atenção em tudo que ela fizesse, na expectativa de algum lance surpreendente. Hoje, já tendo visto Madonna protagonizar tantos escândalos, fica difícil acreditar que ela um dia causou furor só porque bancou a piriguete na premiação da MTV. Mas assim foi. Assista!

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Prince, 1991
Para cantar Gett off na festa dos Vídeo Music Awards, da MTV, Prince levou 80 pessoas seminuas para ocupar todo o palco da premiação e simular uma grande orgia. E ele ainda foi vestido com uma roupitcha amarela que deixava suas nádegas de fora. No dia seguinte, só se falava nisso quando o assunto era o VMA’s. Porém, a provocação do baixinho logo foi esquecida.

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Sinéad O’Connor, 1992
Em sua participação especial no humorístico Saturday Night Live, a cantora irlandesa cantou uma cover arrepiante de War, de Bob Marley, acapella. A letra fora ligeiramente adaptada para fazer menção às recentes e crescentes denúncias de abuso sexual de crianças cometido por padres. Tudo ia bem até que, no último verso da canção (“Nós acreditamos na vitória do bem contra o mal”), Sinéad mostrou uma foto do papa João Paulo II, de modo a dar a entender que ele representava o “mal”. Na sequência, ela ordenou: “Lute contra o verdadeiro inimigo”. E rasgou a foto, jogando os pedaços na direção da câmera que a filmava de frente. Tudo isso aconteceu ao vivo na TV. A plateia do programa, acostumada a aplaudir todo e qualquer número musical, ficou completamente em silêncio, chocada – sem palmas, sem vaias, sem suspiros nem burburinhos. Assista!

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KLF, 1992
O grupo eletrônico KLF fez muito sucesso em 1991, ano em que foi o maior vendedor de singles no mundo. Ninguém sabia ainda que o projeto não fora criado para durar, mas para zombar da indústria fonográfica. James Cauty e Bill Drummond, seus idealizadores, queriam apenas mostrar que eram capazes de conquistar as massas. Conquistaram e, como era de se esperar, foram convidados a se apresentar na festa de entrega do Brit Award de 1992, transmitido ao vivo pela BBC. Ao subir no palco para tocar 3 a.m. eternal, seu maior sucesso, o KLF chocou público e indústria ao sabotar sua própria apresentação. Eles tocaram uma desagradável e irreconhecível versão thrash metal da música, enquanto usavam uma espingarda para disparar tiros de festim na platéia atônita. Ao fim do bizarro número musical, o KLF declarou que estava se retirando do mercado fonográfico, promessa cumprida dias depois, quando o grupo destruiu todo o seu catálogo, a despeito da fortuna que seus discos lhes proporcionavam. Naquela mesma noite, Cauty e sua turma depositaram a carcaça de uma ovelha na entrada da festa pós-premiação, juntamente com 30 litros de sangue do animal e a inscrição “Eu morri por você – bon appetit”. Assista!

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Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera, 2003
Para abrir a vigésima entrega do MTV Vídeo Music Awards, Madonna cantou Hollywood numa apresentação que aludia a sua primeira e histórica performance no VMA’s. Porém, desta vez, Madonna era o “noivo”, trajando fraque preto para desposar as noivinhas Britney Spears e Christina Aguilera. E o auge desse casamento triplo, lésbico e simbólico foi a hora do beijo, quando Madonna e Britney se beijaram na boca, uma das imagens mais vistas e comentadas dos anos 2000. Madonna beijou Christina em seguida. Assista!

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Janet Jackson e Justin Timberlake, 2004
É considerado uma grande honra fazer o show do intervalo do Super Bowl, transmissão ao vivo que é a maior audiência da TV americana. Em 2004, o privilégio foi de Janet Jackson. Para encerrar sua apresentação, ela fez um dueto com Justin Timberlake, cantando Rock your body, sucesso dele. No último verso (“Porque eu tenho que te deixar nua até o fim desta canção”), Justin passou a mão no figurino de Janet e a deixou com um seio parcialmente à mostra por 2 segundos. Foi o suficiente para chocar a América (!). Desde então, a maior parte das transmissões ao vivo de grandes eventos na TV americana não acontece mais em tempo real, mas com um atraso de 5 segundos, para que seja possível cortar qualquer detalhe considerado inadequado. Janet Jackson, cuja imagem sempre foi exemplar, saiu do incidente com sua reputação abalada. O curioso é que Justin Timberlake só fez brilhar ainda mais depois disso. Mundinho machista… Assista!

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Adam Lambert, 2009
Perdedor mais bem sucedido do American Idol, Adam Lambert assimilou todas as lições acima e subiu ao palco do último American Music Awards disposto a causar. Ele entendeu que polêmica ao vivo na TV é capaz de roubar a cena e virar assunto por anos a fio. Então, durante sua apresentação da música For your entertainment, ele levou o rosto de um bailarino até sua genitália, aludindo a sexo oral gay. Com isso, ele até foi assunto, mas o público não lhe deu tanta atenção assim, talvez por ter percebido que estava sendo vítima de uma tentativa de manipulação. Depois de 50 anos, somos gatos escaldados. Assista!

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Em vez de fazer uma lista dos melhores videoclipes dos últimos 10 anos, preferi começar enumerando aqueles que considero os mais influentes. São vídeos que ditaram ou refletiram tendências, estabeleceram marcos e provaram que o formato continua forte. Em ordem cronológica:

white stripes - fell in love with a girl2002: Fell in love with a girl, The White Stripes
Direção: Michel Gondry
Esta animação em stop-motion, toda feita com peças de Lego, fisgou o mundo pela criatividade e pela técnica, que, embora fosse artesanal, parecia digital. São apenas 2 minutos de rock urgente e arte pop, responsáveis por tornar famosa a dupla The White Stripes, que em seguida se tornaria um dos mais relevantes nomes da música nos anos 2000. E olha que seus integrantes sequer apareciam no clipe! Foi o triunfo da qualidade. O vídeo tem a cara do período e, de quebra, encabeçou um movimento espontâneo que solidificou o Lego como ícone pop retrô – hoje há móveis em forma de Lego, fotografias clássicas recriadas em Lego, capas de disco famosas em versões Lego etc. Assista!
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tatu - all the things she said2002: All the things she said, t.A.T.u.
Direção: James Cox
Meninas cada vez mais novas decidem experimentar o sexo com iguais. Há quem diga que isso acontece porque as adolescentes se sentem hoje mais confortáveis para sair do armário. E há quem diga que é puro modismo juvenil, uma questão de atitude, sem profundidade. Seja como for, grande parte das garotas deste tempo se identificaram com este clipe, que mostra a dupla de cantoras russas t.A.T.u vestida de colegial e se beijando diante de uma sociedade careta. A mensagem do vídeo é de libertação, passando a ideia de que o preconceito – representado por uma grade – isola os preconceituosos, não suas vítimas. Na vida real, as cantoras não são lésbicas, mas seu romance forjado fez tremendo sucesso e o videoclipe foi adotado como bandeira. Assista!
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johnny cash - hurt2003: Hurt, Johnny Cash
Direção: Mark Romanek
É o único videoclipe dos anos 2000 a figurar frequentemente nas listas dos 10 melhores clipes de todos os tempos, algumas vezes em primeiro lugar. Ninguém esperava que Johnny Cash, aos 71 anos, gravasse mais um disco. Muito menos que incluísse nele um cover de Hurt, música da soturna e hypada banda eletrônica Nine Inch Nails. Nem que ele se apropriasse da canção de modo a fazer dela sua nova marca registrada. Nem que Cash fizesse um videoclipe para ela, no qual se despede simbolicamente da carreira e da vida. Nem que ele e sua esposa, June Carter, que aparece ao seu lado no clipe, morressem pouco depois do lançamento. É um clipe lindo, singelo e que faz muita gente chorar. Quantos conseguem isso? Assista!
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george michael - shoot the dog2002: Shoot the dog, George Michael
Nenhuma outra época teve tantos videoclipes politizados quanto os anos 2000. Destes, a maioria protestava contra o governo Bush e seus anos de guerra, como Wake me up when september ends (Green Day), Boom! (System of a Dawn), Mosh (Eminem) e American Life (Madonna). Mas quem deu a largada nessa tendência foi George Michael, que em 2002 fez um clipe de animação em que o então primeiro ministro britânico Tony Blair era retratado como o cachorrinho obediente de George W. Bush, por sua vez mostrado como um imbecil belicista. O clipe fez um certo barulho. E conforme a opinião pública foi se voltando contra Bush, outros artistas seguiram o exemplo do cantor e lançaram videoclipes com o mesmo objetivo: frear o presidente. Assista!
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ok go - here it goes again2006: Here it goes again, OK GO
Direção: Trish Sie
Logo no ano de 2005, quando o YouTube foi lançado, a então desconhecida banda de rock americana OK GO fez sucesso no site com um videoclipe caseiro para sua música A million ways, cuja coreografia virou hit na web e é copiada até hoje. No ano seguinte, ainda de forma amadora, eles fizeram outro clipe tosco, porém genial, todo coreografado sobre esteiras, daquelas em que as pessoas se exercitam nas academias. Era Here it goes again. Resultado: a bandinha de garagem ganhou notoriedade mundial. Assim, eles mostraram que vivíamos uma nova era, em que uma câmera digital qualquer e uma boa ideia são capazes de levar alguém ao estrelato via internet. O videoclipe alcançou uma nova dimensão. Estava aberto o novo caminho, e ele vem sendo trilhado desde então por milhares de artistas, com maior ou menor sucesso. Assista!
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arcade fire - my body is a cage2007: My body is a cage, Arcade Fire
Edição: J. Tyler Helms, com imagens de Sergio Leone
Nos anos 2000, a classe média ganhou vasto acesso a internet rápida, equipamentos de captação de vídeo e ferramentas de edição. Com isso, ganharam força os fan-made videos, videoclipes caseiros feitos por fãs. Talvez o exemplo mais bem acabado disso seja o clipe que o até então anônimo J. Tyler Helms fez para My body is a cage, canção da banda Arcade Fire. Todo feito com imagens do cineasta italiano Sergio Leone, extraídas (sem permissão) do filme Era uma vez no Oeste (1969),  este clipe não-oficial virou hit na web, tornou conhecida uma canção que nem era música de trabalho da banda e inspirou muita gente a tentar fazer em casa outros casamentos perfeitos entre música e imagem. Não é um clipe oficial, mas funcionou como se fosse, talvez até melhor, quisesse a banda ou não. Assista!
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justice - dance2007: D.A.N.C.E., Justice
Direção: Jonas & François
Um videoclipe que é mais famoso que o artista. A dupla eletrônica francesa Justice ganhou notoriedade com este vídeo, embora seus rostos estejam sempre fora de quadro. O foco está nas mensagens que se multiplicam em profusão em suas camisetas, graças a uma animação simples, eficiente, criativa e cativante. Uma das mensagens diz “Internet killed the video stars”, em alusão a Video killed the radio star, clipe do Buggles que inaugurou a MTV em 1980. Essas “camisetas mágicas” geraram diversas imitações na TV (aberturas, vinhetas, comerciais) e inspiraram a criação de incontáveis camisetas mundo afora, tornando-se uma forte referência dos anos 2000. Assista!
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avril lavigne - girlfriend2007: Girlfriend, Avril Lavigne
Direção: The Malloys
Foi nos anos 2000 que a MTV e outros canais reduziram o espaço dedicado aos videoclipes em sua programação, preferindo os reality-shows. Mas foi também a época do advento da internet rápida e dos formatos compactos de vídeo digital, terreno que possibilitou a criação e vertiginosa ascensão do YouTube e outros sites de vídeo. Isso contribuiu muito para uma mudança radical na forma como consumimos entretenimento. Para medir a popularidade de um videoclipe, por exemplo, já não interessa muito a quantidade de vezes que ele foi exibido na TV. Além disso, o público já não telefona para as emissoras de TV pedindo para elas passarem seus clipes favoritos. O índice que importa agora é a quantidade de vezes que esse vídeo foi assistido no YouTube. Nesse ranking, Girlfriend, de Avril Lavigne, é o videoclipe mais popular desde a criação do site, em 2005, tendo sido visto mais de 127 milhões de vezes. Desde então, uma das grandes metas atuais de sucesso é desbancar Girlfriend da primeira posição. Ou seja: o videoclipe fez de Avril Lavigne um parâmetro da indústria – passageiro, certamente. Assista!
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weezer - pork & beans2008: Pork & Beans, Weezer
Direção: Mathew Cullen
Já foram feitos muitos videoclipes inspirados no cinema, na publicidade, fotografia, dança, artes plásticas e programas de televisão. Pork & beans, do Weezer, é inspirado na internet. Para este clipe, a banda reuniu uma penca de celebridades da web, numa brincadeira que faz muito sentido para milhões de internautas mundo afora. Estão no vídeo os sujeitos que misturaram Mentos com Coca-Cola, o fã que chorava implorando para que a mídia deixasse Britney Spears em paz e muitas outras celebridades instantâneas e passageiras das novas mídias. Não foi o primeiro clipe a integrar TV e internet, mas foi o que teve mais visibilidade e gerou mais repercussão, a ponto de vencer o Grammy de melhor videoclipe e fazer de Pork & beans a música de maior sucesso dos 17 anos de carreira do Weezer. Assista!
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beyonce - single ladies2008: Single ladies (put a ring on it), Beyoncé
Direção: Jake Nava
Nos últimos dez anos, não houve videoclipe mais imitado, parodiado e citado do que este. A coreografia dançada por Beyoncé – inspirada em um número de dança criado por Bob Fosse nos anos 60 – foi replicada na internet e na TV por apresentadores, cantores, humoristas, atores e anônimos. Nas festas, é comum alguém repetir os passos quando a música toca. No YouTube há uma quantidade incrível de referências a Single ladies, um clipe que não trouxe nenhuma novidade, mas que prende o olhar e é, talvez, o mais famoso dos anos 2000. Assista!

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radiohead - kid a

O site Pitchfork continua sua retrospectiva dos anos 2000 elegendo e comentando aqueles que considera os 200 melhores discos dos últimos dez anos. No topo, Kid A, do Radiohead:

1. Radiohead – Kid A
2. Arcade Fire – Funeral
3. Daft Punk – Discovery
4. Wilco – Yankee hotel foxtrot
5. Jay-Z – The blueprint
6. Modest Mouse – The moon & Antarctica
7. The Strokes – Is this it
8. Sigur Rós – Ágætis byrjun
9. Panda Bear – Person pitch
10. The Avalanches – Since I left you

Lista completa aqui.

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amy winehouse

O jornal britânico The Telegraph já fez sua lista das cem canções mais influentes dos anos 2000. No site do Telegraph, você encontra a lista completa e comentada. Aqui, só os dez primeiros lugares. Deu Amy Winehouse na cabeça! Muito justo.

1. Rehab (2006) – Amy Winehouse
2. I Bet You Look Good On The Dancefloor (2005) – Arctic Monkeys
3. Crazy In Love (2003) – Beyoncé
4. Yellow (2000) – Coldplay
5. Paper Planes (2008) – M.I.A.
6. Bleeding Love (2008) – Leona Lewis
7. Hurt (2002) – Johnny Cash
8. Seven Nation Army (2003) – The White Stripes
9. Can’t Get You Out Of My Head (2001) – Kylie
10. Hey Ya (2003) – Outkast

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os sonhadores

A lista é do G1 (mais fotos e detalhes aqui). Eu teria incluído A insustentável leveza do ser. E teria informado os nomes dos diretores dos filmes brasileiros também, não apenas os dos estrangeiros.

Jules e Jim – Uma mulher para dois (1962), de François Truffaut
Dona Flor e seus dois maridos (1976), de Bruno Barreto
Os sonhadores (2003), de Bernardo Bertolucci
Três formas de amar (1994), de Andrew Fleming
Cidade Baixa (2005), de Sérgio Machado
Caramuru – A invenção do Brasil (2001), de Guel Arraes
E sua mãe também (2001), de Alfonso Cuarón
Vicky Cristina Barcelona (2008), de Woody Allen
Canções de amor (2007), de Christophe Honoré
Os normais 2 – A noite mais maluca de todas (2009), de José Alvarenga Jr.

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outkast

O site Pitchfork se antecipa e já começa a fazer suas listas de melhores da década. (Nem venha com o papo chato, porém correto, de que a década termina em 2010!) Pra começar, eles listam as 500 melhores músicas dos anos 00. Aqui, as 20 primeiras colocadas:

1. B.O.B. – OutKast (2000)
2. All My Friends – LCD Soundsystem (2007)
3. Paper Planes (Diplo Remix) – M.I.A. [Feat. Bun B and Rich Boy] (2007)
4. Crazy in Love – Beyoncé [ft. Jay-Z] (2003)
5. One More Time – Daft Punk (2000)
6. Maps – Yeah Yeah Yeahs (2003)
7. Get Ur Freak On – Missy Elliott (2001)
8. Idioteque – Radiohead (2000)
9. My Girls – Animal Collective (2009)
10. Neighborhood #1 (Tunnels) – Arcade Fire (2004)
11. Crazy – Gnarls Barkley (2005)
12. Hey Ya! – OutKast (2003)
13. Losing My Edge – LCD Soundsystem (2002)
14. 99 Problems – Jay-Z (2003)
15. Heartbeats – The Knife (2002)
16. House of Jealous Lovers – The Rapture (2002)
17. Heartbeat – Annie (2004)
18. Blind – Hercules and Love Affair (2008)
19. Ignition (Remix) – R. Kelly (2002)
20. The Rat – The Walkman (2004)

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