Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Literatura’ Category

(…) Duas palavras sobre o seu trânsito mortal, para ele chegam duas palavras, ou nenhuma, preferível fora o silêncio, o silêncio que já o envolve a ele e a nós, que é da estatura do seu espírito, com ele está bem o que está perto de Deus, mas também não deviam, não podiam os que foram pares no convívio da sua Beleza, vê-lo descer à terra, ou antes, subir as linhas definitivas da Eternidade, sem enunciar o protesto calmo, mas humano, da raiva que nos fica da sua partida, não podiam os seus companheiros de Orfeu, antes os seus irmãos, do mesmo sangue ideal da sua beleza, não podiam repito, deixálo aqui, na terra extrema, sem ao menos terem desfolhado sobre a sua morte gentil lírio branco do seu silêncio e da sua dor, lastimamos o homem que a morte nos rouba, e com ele a perda do prodígio do seu convívio e da sua graça da sua presença humana, somente o homem, é duro dizê-lo, pois que ao seu espírito e seu poder criador, a esses deu-lhes o destino uma estranha formosura, que não morre, o resto é com o gênio de Fernando Pessoa.”

(José Saramago, trecho de O ano da morte de Ricardo Reis, 1984)

Anúncios

Read Full Post »

A Museyon Guides está lançando a série de guias de viagem Film+Travel, que reúne duas paixões mundiais: turismo e cinema. As capas atraem seu público-alvo logo de cara, misturando cartões postais famosos a cenas de filmes clássicos que foram gravados ali. Assim, temos uma ilustração de Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, sobrreposta a uma foto da Golden Gate, em São Francisco. Ou Anita Eckberg se banhando nas águas da Fontana di Trevi, em Roma, cena do filme A doce vida, de Federico Fellini. Já o guia sobre Ásia, Oceania e África remete a O último imperador, de Bernardo Bertolucci.

Film+Travel - Um Corpo que Cai

Film+Travel - La Dolce Vita

Ultimoimperador

[Fonte: Museyon Guides]

Read Full Post »

Nos EUA, sempre entre o final de setembro e o início de outubro, editoras e livrarias realizam a Semana dos Livros Banidos, para promover obras que tenham sido censuradas, como um exercício de liberdade de expressão e de celebração do acesso irrestrito à leitura. Este ano, a livraria Twin Hickory instalou uma vitrine diferente em sua loja, oferecendo aos transeuntes o “espetacular” privilégio de ver humanos lendo livros polêmicos. Ficou engraçado e funcionou, pois todo mundo que passou por essa vitrine quis saber que diabos era aquilo. Os leitores que proporcionaram o “show” foram todos voluntários.

[Fonte: Henrico County / Via Boing Boing]

Read Full Post »

Além de cantar, compor e salvar o mundo, Bono também desenha. O vocalista do U2 assina as ilustrações de uma nova versão do ivro infantil Pedro e o Lobo, inspirado na ópera de Sergei Prokofiev. Todo o dinheiro que o cantor ganharia com esse trabalho está indo para a Irish Hospice Foundation, instituição filantrópica irlandesa que se dedica a pacientes terminais. O livro deve ser lançado no Brasil no fim do mês, em edição de luxo da editora Conrad, a R$ 50.


[Fonte: Peter & The Wolf / Via Folha Online]

Read Full Post »

Nos últimos 12 meses, nenhum escritor ganhou mais dinheiro com sua arte do que a inglesa J. K. Rowling, autora da série Harry Potter. Veja a lista completa dos dez escritores que faturaram mais alto no período, segundo a revista Forbes:

1 – J.K. Rowling, US$ 300 milhões
2 – James Patterson, US$ 50 milhões
3 – Stephen King, US$ 45 milhões
4 – Tom Clancy, US$ 35 milhões
5 – Danielle Steel, US$ 30 milhões
6 – John Grisham, US$ 25 milhões
6 – Dean Koontz, US$ 25 milhões
8 – Ken Follett, US$ 20 milhões
9 – Janet Evanovich, US$ 17 milhões
10 – Nicholas Sparks, US$ 16 milhões

[Fonte: Forbes]

Read Full Post »

Você está doido para descobrir um ótimo escritor novo? Minha melhor dica é Barbara Duffles. Apesar do que o nome leva a crer, ela é brasileira. É uma jovem carioca a quem sobram inteligência, cultura, talento e sensibilidade artística. Conheci suas crônicas através de seu blog, o Não Clique, onde pude acompanhar a evolução do seu trabalho, mais maduro a cada novo post. E agora ela acaba de compilar seus melhores textos em um livro, Não Abra, editado pelo selo Download Blogs, da editora Multifoco. Eu fiz questão de ir ao lançamento, de onde saí com uma dedicatória linda em meu exemplar. A obra ainda não está nas grandes livrarias, mas pode ser comprada pela internet, clicando aqui.

Dizer que Não Abra reúne crônicas é uma forma simplista de resumir o assunto. Não é bem assim, na verdade. Além das crônicas, há pensamentos, desabafos, divagações, opiniões, textos inclassificáveis. Quando são escritos em primeira pessoa, não fica claro se são autobiográficos ou se são a expressão de um eu lírico, o que enriquece a obra – estaria a autora se revelando sem pudores ou exercitando seu talento de se imaginar na pele dos outros?

Barbara é econômica nas palavras, mas elas transbordam sensibilidade e significado. O leitor é freqüentemente transportado para a solidão dos pensamentos alheios. E o tempero dos textos varia: pode ser crueldade, ceticismo, esperança, compaixão, amargura, felicidade, tesão, sentimentos e sensações que todo mundo conhece, mas que são difíceis de explicar. A autora sabe transmiti-los e despertá-los muito bem.

Clique aqui para conhecer o blog Não Clique.

Clique aqui para comprar o livro Não Abra.

Read Full Post »

Me irrita ver como mesmo a imprensa séria exagera, às vezes, na hora de tornar suas notícias mais chamativas. Li agora na versão online da Ilustrada a seguinte manchete: “Escritor condenado à morte é condecorado pela rainha Elizabeth“. Por fração de segundo, fiquei curioso para ver que história era essa. Achei curioso, estranho, que a rainha homenageasse um homem que, pelo visto, havia no mínimo matado alguém. Na fração de segundo seguinte, veio a luz: “Não! Não me diga que eles estão falando de Salman Rushdie!”. Quis muito estar enganado, mas não estava: a Folha estava mesmo se referindo a Salman Rushdie, o grande escritor, caçado pelo aiatolá Khomeini por sua forma de retratar Maomé no livro “Os versos satânicos”, além de ser autor de “Os filhos da meia-noite”, um dos melhores romances da literatura universal. É lamentável que o nome de Rushdie não seja suficiente numa manchete. E pior ainda é a isca sensacionalista do título, tentando fisgar não os admiradores do escritor, mas sim aqueles que fazem idéia de quem ele seja.

Read Full Post »

Older Posts »